Pedro Abad

Presidente Pedro Abad tem sido alvo de protestos da torcida (Foto: Nelson Perez/Fluminense F.C.)

Alexandre Araújo
23/06/2018
13:32
Rio de Janeiro (RJ)

A movimentação política no Fluminense ganhou mais um capítulo neste sábado. Conselheiros que fazem parte do grupo "Unido e Forte", que rompeu com a gestão do presidente Pedro Abad em abril, estiveram na sede do Fluminense recolhendo assinaturas para o pedido de impeachment do mandatário.

A informação foi divulgada, primeiramente, pelo site "NetFlu" e confirmada pelo LANCE!

Vale lembrar que, para que o documento seja analisado e uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo a fim de colocar o assunto em pauta seja convocada, são necessárias 50 assinaturas. Há a ideia de que outros grupos políticos do Tricolor também entrem no movimento, fazendo com que esse número seja alcançado.

Documento com pedido de impeachment Abad
Documento com pedido de impeachment Abad (Reprodução)

Para conseguir uma saída de Abad cumprindo o que determina o estatuto tricolor, após ser convocada uma reunião, será preciso que, ao menos, 1/3 dos conselheiros compareçam ao encontro. 

Esta não é a primeira vez que um grupo de oposição faz um movimento pelo impeachment de Pedro Abad. No começo de maio, a "Tricolor de Coração" afirmou que estudava ir à Justiça para tirar o mandatário do poder. 

À época, diante do atraso da diretoria na entrega do balanço financeiro referente ao ano de 2017 - baseado no prazo estipulado pela "Lei Pelé" -, e que pôde causar punições a Abad e ao Fluminense, o grupo afirmava ter argumentos suficientes para apontar que havia, ali, um caso de gestão temerária, tanto de Abad quanto de Peter Siemsen, presidente anterior.

Balanço

Uma das justificativas ao atraso para a entrega no balanço foi que havia uma revisão dos números nos documentos referentes ao ano de 2016, último do mandato de Peter Siemsen. Depois, quando o balanço foi, enfim, divulgado, apontou, depois da análise, um superávit de R$ 8,342 milhões se transformou em déficit de R$ 13,457 milhões.

A reunião do Conselho Deliberativo que aprovou as contas também foi alvo de ação judicial.