Luverdense x Fluminense

Ganso e o meio-campo do Fluminense encontraram problemas (Foto: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.)

Sergio Santana
04/04/2019
06:00
Rio de Janeiro (RJ)

Alerta ligado? O Fluminense teve uma atuação abaixo daquilo que vinha sendo apresentado contra o Luverdense, na última quarta-feira, pela Copa do Brasil, no Estádio Passo das Emas, em Lucas do Rio Verde-MT. A equipe de Fernando Diniz não criou nenhuma oportunidade clara de gol e saiu do gramado com o placar de 0 a 0. O jogo da volta, no Maracanã, será na próxima terça-feira.

O principal problema do Fluminense no Mato Grosso foi a criatividade, no que diz respeito ao que fazer com a bola no pé. O Tricolor teve 64% de posse, trocou quase que o dobro de passes em relação ao adversário e mesmo assim saiu de campo sem assustar o goleiro Edson. Uma atuação moldada em poucas ideias de uma equipe que, até aqui, mostrou certo repertório.

O meio-campo esteve desconectado. Caio Henrique, atuando como primeiro volante dessa vez, qualificou a saída de bola na defesa, mas nenhum jogador fez o trabalho de levar a bola entre a primeira metade do campo para o setor de ataque. O Fluminense ficou espaçado nessa região do campo e, por isso, sentiu dificuldade de criar chances, já que os atacantes não recebiam em situações favoráveis para criar chances.

- As dificuldades foram criadas não só pelo campo, mas pela disposição tática dos jogadores do Luverdense. Eles marcaram muito, jogadores rápidos, foram muito obedientes. Os dez marcando com força. Sabíamos que seria difícil criar. Faltou um pouco de criatividade para o time, mas que foi dificultado por esses dois fatores: o campo e o esquema tático deles - afirmou Fernando Diniz, em entrevista coletiva realizada após a partida.

No último teste antes da semifinal do Campeonato Carioca contra o Flamengo, que será disputada no próximo sábado, o Fluminense mostrou que a questão da transição da bola no meio-campo é um dos principais problemas de Diniz até aqui. O saldo antes do clássico, portanto, é negativo - apesar dos dois jogos explicitarem realidades diferentes.