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Ameaçado no Fluminense, Zubeldía tem números melhores que Diniz, Renato e Mano

Tricolor tem apenas duas vitórias nos últimos 11 jogos

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Pedro Brandão
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 11/05/2026
06:00
Diniz, Zubeldía, Renato Gaúcho e Mano Menezes pelo Fluminense (Foto: Divulgação/ Fluminense FC)
imagem cameraDiniz, Zubeldía, Renato Gaúcho e Mano Menezes pelo Fluminense (Foto: Divulgação/ Fluminense FC)

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Luis Zubeldía vive seu momento mais turbulento desde que chegou ao Fluminense. Vaiado e chamado de "burro" no empate em 2 a 2 com o Vitória, no Maracanã, o treinador argentino passou a ter o trabalho mais questionado pela torcida desde o início da temporada. O cenário, porém, contrasta com os números quando comparado aos técnicos anteriores.

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➡️Fluminense empata com Vitória no Maracanã, e torcida protesta contra Zubeldía; dê suas notas

Mesmo pressionado, Zubeldía ainda tem aproveitamento superior ao de Renato Gaúcho, Mano Menezes e Fernando Diniz em suas últimas passagens pelo clube. Desde que assumiu o Fluminense, o argentino comandou a equipe em 48 partidas. São 26 vitórias, 11 empates e 11 derrotas, com 61,8% de aproveitamento.

Números levantados em parceria com o Sofascore.

Aproveitamento dos últimos técnicos do Fluminense
Luis Zubeldía — 61,8%
Fernando Diniz — 58,0%
Renato Gaúcho — 57,7%
Mano Menezes — 51,0%

Além disso, o time de Zubeldía também apresenta números defensivos sólidos. O Fluminense sofreu apenas 44 gols em 48 jogos, média de 0,9 por partida, mesma marca registrada por Mano Menezes e melhor que a de Diniz e Renato.

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Comparativos dos números de Zubeldía, Renato Gaúcho, Mano Menezes e Fernando Diniz no Fluminense (Foto: Arte/ Lance!)
Comparativos dos números de Zubeldía, Renato Gaúcho, Mano Menezes e Fernando Diniz no Fluminense (Foto: Arte/ Lance!)

Apesar dos números gerais positivos, a sequência recente aumentou consideravelmente a pressão sobre o argentino. O Fluminense venceu apenas duas das últimas oito partidas e acumulou tropeços importantes, principalmente na Libertadores. A derrota para o Independiente Rivadavia no Maracanã e o empate dramático na Argentina deixaram o time em situação delicada na competição continental.

No Brasileirão, embora siga na parte de cima da tabela, o desempenho caiu nas últimas rodadas. A própria coletiva de Zubeldía após o empate contra o Vitória mostrou um treinador consciente do desgaste.

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— Quando os resultados não acontecem e não se joga ou se vence como todos esperam, as consequências nós já conhecemos. Os torcedores sempre têm o direito de apoiar ou reprovar, porque pagam ingresso para isso. Precisamos demonstrar que podemos voltar a vencer e alcançar os objetivos que o clube tem. Atualmente estamos em terceiro na liga. Hoje esperávamos ganhar, não conseguimos, então é normal a reprovação. É normal que o treinador seja criticado. Depois temos a Libertadores, que ainda depende de nós, e também os jogos de segunda e terça-feira pela Copa do Brasil. Nós não devemos fazer uma análise sobre o que os outros podem pensar. Simplesmente trabalhar para que os resultados mudem, para que a equipe volte a recuperar a confiança que tinha, volte a jogar bem e consiga voltar a vencer.

Na análise do treinador, o principal problema atual do Fluminense está na incapacidade de transformar domínio em vitória. Contra o Vitória, o Fluminense abriu o placar, controlava a partida e pouco sofria defensivamente até sofrer o empate em um pênalti cometido por Alisson. Poucos minutos depois, levou a virada. A reação no fim, com gol de Serna após jogada de John Kennedy, evitou uma derrota que poderia aumentar ainda mais a crise.

Escolhas de Zubeldía aumentaram pressão no Fluminense

Além dos resultados, algumas decisões de Zubeldía passaram a ser questionadas pela torcida. Uma das principais envolve John Kennedy. Artilheiro do time na temporada, o atacante perdeu espaço justamente nos jogos mais importantes da Libertadores para Rodrigo Castillo. Mesmo assim, seguiu decisivo, salvando o Fluminense em partidas contra Chapecoense, Independiente Rivadavia e Vitória.

Outras escolhas também aumentaram a irritação: a manutenção de jogadores em má fase por muito tempo em campo e a demora nas substituições durante os jogos. O treinador que há poucas semanas era tratado como um dos grandes trabalhos do país agora depende de resultados imediatos para sobreviver.

O Fluminense ainda segue vivo na Libertadores, na Copa do Brasil e brigando na parte de cima do Brasileirão. Mas o ambiente mudou completamente. Os aplausos deram lugar para as vaias.

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Sequência decisiva pela frente

A permanência de Zubeldía no cargo deve ser decidida até a pausa para Copa do Mundo, ou seja, antes do fim do mês. O Fluminense enfrentará uma sequência decisiva nos próximos dias. Na teça-feira (11), enfrenta o Operário em jogo de vida ou morte na Copa do Brasil.

Na semana seguinte, depois de jogar contra o São Paulo, encara o Bolívar na Libertadores, precisando ganhar por três gols de diferença para chegar vivo na última rodada contra o La Guaira. O Tricolor precisa bater os venezuelanos para assegurar a classificação para o mata-mata da competição.

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