Reinaldo Rueda

Reinaldo Rueda aceitou convite do Chile no início de 2018 e deixou Fla 'em apuros' (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Alexandre Araújo e Matheus Dantas
13/12/2018
06:00
Rio de Janeiro (RJ)

Entre dezembro de 2017 e janeiro de 2018, a arrastada novela entre Flamengo e Reinaldo Rueda terminou com um desfecho negativo para o clube da Gávea: o treinador não retornou das férias, pediu demissão para aceitar o convite da seleção do Chile e deixou a direção rubro-negra sem um "plano B" às vésperas da estreia na temporada. Com a rápida decisão e o acerto com Abel Braga para 2019, a diretoria evita um novo drama e o atraso no planejamento do futebol.

Com a reapresentação do elenco marcada para 2 de janeiro e viagem para os Estados Unidos, onde disputará a Florida Cup, no dia 6, o novo departamento de futebol tem pouco mais de 20 dias para determinar as prioridades, como disse Marcos Braz, VP de futebol, e buscar os reforços pontuais no mercado.

SUMIÇO, 'SIM' AO CHILE E IMPROVISO COM CARPEGIANI

Em 13 de dezembro, o Flamengo encerrou o ano de 2017 com o vice da Copa Sul-Americana, contra o Independiente-ARG, e jogadores e comissão técnica entraram de férias. Reinaldo Rueda, contratado em agosto, tinha vínculo até dezembro de 2018 e fazia parte dos planos da direção. O colombiano fez um bom trabalho no segundo semestre e participaria da reformulação do elenco.

Contudo, assim que começaram as férias, surgiu o interesse da federação chilena em contar com o treinador, que adotou o silêncio, inclusive com a diretoria rubro-negra. A postura não repercutiu bem na Gávea, mas o Fla seguiu contando com Rueda, afinal o colombiano tinha contrato e multa de rescisão. A novela se estendeu até o dia 8 de janeiro, quando o técnico veio ao Rio de Janeiro para comunicar sua saída, após ter aceitado o convite do Chile.

Na época, há 20 dias da estreia do Estadual, o Flamengo se via sem técnico e optou por alçar Paulo César Carpegiani ao cargo. O profissional havia chegado à Gávea para exercer a função de coordenador técnico no ano de 2018. Com a queda do time na semifinal do Carioca, para o Botafogo por 1 a 0, Carpegiani foi demitido - assim como o diretor executivo Rodrigo Caetano - em março.