Sérgio Rodrigues acena com mais cortes no elenco e no clube para cortar gastos no Cruzeiro

O presidente da Raposa conseguiu ver pelo menos um lado bom na pandemia que assola o mundo e atingiu em cheio o futebol- (Igor Sales/Cruzeiro)

Valinor Conteúdo
01/07/2020
23:07
Belo Horizonte

O presidente do Cruzeiro, Sérgio Santos Rodrigues, está vendo este momento de pausa forçada no futebol, por conta da pandemia do novo coronavírus com o copo “meio cheio e meio vazio”, equilibrando os lados bons e ruins que todos estão vivendo, principalmente a Raposa.

O lado negativo da pandemia para Rodrigues é a perda de receitas, dificuldades de manter as contas em dia, mas em contrapartida houve tempo hábil para Enderson Moreira conhecer o elenco e dar ao time seus conceitos de jogos, visando o restante de 2020, que pode “vazar” em 2021.

-Ninguém espera ou deseja que isso (a pandemia) aconteça, de forma alguma. O Cruzeiro vinha jogando com prejuízo, tínhamos despesas em todos os jogos. Nós tínhamos um plano ousado de match day (dia de partidas) para ter rentabilidade, mas isso nós deixamos de ter-disse o presidente, em entrevista à Rádio Itatiaia, que disse em seguida sobre o treinador celeste.

-Por outro lado, na parte técnica, tivemos uma troca de técnicos e o Enderson poderia ter que trocar pneus com o carro andando. E ele teve tempo para treinar o time e permitir que a gente reforce. A pandemia tem os prós e os contras. Na situação específica do Cruzeiro, não há só contras. É ruim para os atletas, que ficaram muito tempo sem treinar. Tudo está na balança. O lado bom é que o Cruzeiro sofreu menos impacto na pandemia que outros clubes-comentou o dirigente da Raposa.