O grupo de torcedores que foi na porta da sede do Cruzeiro fixou uma faixa com uma frase de efeito para mostrar seu descontentamento

O grupo de torcedores foi na sede do Cruzeiro e fixou uma faixa com uma frase de efeito para mostrar seu descontentamento (Reprodução/Twitter)

Valinor Conteúdo
09/09/2019
17:57
Belo Horizonte

Membros da torcida organizada do Cruzeiro Máfia Azul fizeram um protesto na tarde desta segunda-feira, na porta da sede administrativa do clube, no Barro Preto, região Centro-Sul de BH.

O grupo de torcedores ligados à organizada fixaram faixas com palavras de ordem, como “O Cruzeiro vai sair dessa! Nem que tenha que morrer alguém" e “Devolvam o meu Cruzeiro”.

Outra ação da organizada é a criação de um “disque-denúncia”. A proposta é envolver todos os torcedores do Cruzeiro para que membros da organizada possam “buscar” jogadores que forem vistos em festas noturnas. A Máfia Azul emitiu uma nota sobre o disque-denúncia intimidando os jogadores.

- Torcedor, iremos divulgar nosso novo canal. Disque-denúncia. Viu jogador na balada, enchendo a cara e aproveitando enquanto o time está nesta situação? Liga que nós iremos lá buscá-lo - dizia o texto da organizada.

Ex-parceiros comerciais

A Máfia Azul parece ter mudado de lado com os protestos desta segunda-feira, afinal a organizada tem uma relação comercial com o clube e a atual diretoria.

Na reportagem do “Fantástico”, da TV Globo, a Máfia Azul recebeu R$ 88 mil da gestão do presidente Wagner Pires de Sá em 2018 por serviços de divulgação da marca do clube. Além do montante inicial, a organizada tinha um contrato com a Raposa de R$ 8 mil mensais até 2020, quando se encerra o mandato de Wagner Pires de Sá.

Outro contrato do Cruzeiro com uma torcida organizada foi assinado com a “China Azul”, no valor de R$ 6 mil mensais, com duração até dezembro de 2020.