SAFiel se dispõe a quitar estádio e encerrar transfer ban no Corinthians em troca de memorando
Idealizadores do projeto prometem aporte de R$ 600 milhões

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Os idealizadores da SAFiel, projeto organizado por torcedores do Corinthians para transformar o clube em uma SAF (Sociedade Anônima do Futebol), enviaram uma proposta à diretoria alvinegra na qual se comprometem a pagar a dívida do estádio com a Caixa, em seis meses, e o débito com o Santos Laguna, referente à contratação de Félix Torres, de forma imediata. A iniciativa encerraria o transfer ban imposto pela Fifa.
A proposta foi enviada à diretoria do Corinthians nesta terça-feira (6), e publicada nas redes sociais do projeto. A condição para o aporte seria a assinatura de um memorando de entendimentos com a SAFiel, que autorizaria a prospecção de investidores.
A informação foi noticiada pelo 'ge.globo' e confirmada pelo Lance!. O valor funcionaria como um adiantamento. Com a aprovação da SAFiel, o montante seria transformado em ações. Em caso de rejeição do projeto, o clube teria de devolver o dinheiro. O memorando de entendimentos foi encaminhado ao Corinthians em outubro do ano passado e ainda não obteve uma resposta.
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A dívida do Corinthians com a Caixa está estimada em cerca de R$ 670 milhões. Um acordo firmado na gestão de Duilio Monteiro Alves condicionou o pagamento a uma série de garantias sobre receitas esportivas do clube. Como parte do contrato, o banco estatal reteve 50% da premiação pela conquista da Copa do Brasil, valor destinado ao pagamento da Neo Química Arena.
Já a dívida do clube alvinegro com o Santos Laguna, referente à contratação de Félix Torres, gira em torno de R$ 40 milhões. Em razão do débito, o Corinthians está impedido de inscrever novos jogadores desde agosto do ano passado.

Entenda
A proposta da SAFiel prevê a criação de uma SAF com modelo considerado democrático, no qual torcedores se tornariam acionistas do Corinthians. A estrutura teria dois controladores: o clube social, representado pelo Parque São Jorge, e os torcedores investidores, organizados sob o CNPJ da Invasão S.A.
Pelo desenho apresentado, o Corinthians aportaria os ativos do futebol e o passivo financeiro, enquanto a SAF ficaria responsável por quitar as pendências existentes e realizar novos investimentos no departamento de futebol.
A gestão do Corinthians passaria a ser feita por quatro conselhos, Administrativo, Fiscal, Cultural e de Governança, todos definidos pelos votos dos torcedores acionistas. Os órgãos, então, definiram um CEO, a partir de regras do estatuto da SAF, que estaria preparado para gerir o clube.
A SAFiel projeta uma captação entre R$ 1,6 bilhão e R$ 2,5 bilhões. O montante seria direcionado à reestruturação do passivo do clube, incluindo a dívida da Neo Química Arena, além de investimentos em modernização do CT, construção de um centro de treinamento para as categorias de base, reforço do elenco e aprimoramento de infraestrutura, sistemas, processos, compliance e governança. De acordo com o balancete mais recente, o endividamento total do Corinthians gira em torno de R$ 2,7 bilhões.
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