Corinthians: Ministério Público pede para que Andrés Sanchez use tornozeleira eletrônica
Promotoria solicita novas medidas cautelares contra o ex-dirigente

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O Ministério Público de São Paulo solicitou à Justiça que Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, passe a utilizar tornozeleira eletrônica. A Promotoria também pediu a apreensão do passaporte espanhol do ex-dirigente e o acesso aos registros de suas ligações telefônicas realizadas entre 30 de dezembro e 25 de janeiro.
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No ano passado, entre outras medidas cautelares, Andrés Sanchez foi proibido de manter contato com dirigentes do Corinthians. Apesar da restrição, o secretário-geral do clube, Antônio Jorge Rachid, afirmou ao MP que recebeu uma ligação telefônica do ex-presidente, fato que motivou o novo pedido do Ministério Público à Justiça.
O Lance! solicitou um posicionamento da defesa Andrés Sanchez, mas, até o fechamento desta matéria, não obteve retorno.
Em nota enviada ao Lance!, a defesa de Andrés Sanchez afirmou que soube das medidas pedidas pelo Ministério Público pela imprensa, classificou os pedidos como desproporcionais e disse que o Corinthians nunca confirmou irregularidades no uso do cartão corporativo.
Veja abaixo a nota enviada:
"A defesa de Andrés Sanchez, representada pelo escritório Fernando José da Costa Advogados, lamenta que, mais uma vez, tenha tomado conhecimento de manifestação e medidas requeridas pelo Ministério Público em procedimento de natureza cautelar por meio da imprensa.
As medidas ora requeridas pelo promotor são manifestamente desproporcionais, valendo ressaltar, inclusive, que até o presente momento, o próprio Sport Club Corinthians Paulista jamais atestou a existência de qualquer irregularidade relacionada ao uso de cartão corporativo, circunstância que, por si só, evidencia a absoluta ausência de justa causa para a adoção de providências cautelares dessa gravidade, como a proibição de se comunicar com dirigentes do clube, razão pela qual a defesa adotará as medidas processuais cabíveis para sua não determinação judicial."

Justiça rejeitou parte de denúncia contra Andrés Sanchez
O MP investiga Andrés Sanchez pela pela utilização do cartão corporativo do clube em mais de 200 gastos com fins pessoais, entre 2018 a 2021, que totalizam cerca de R$ 480 mil.
Andrés foi denunciado por apropriação indébita, lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário, enquanto Gavioli respondeu por acusações de apropriação indébita e lavagem de dinheiro.
Em dezembro de 2025, a Justiça rejeitou parcialmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo contra o ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez e o ex-gerente financeiro Roberto Gavioli, no caso que apura o suposto uso irregular de cartões corporativos do clube.
A decisão foi assinada pela juíza Marcia Mayumi Okoda Oshiro, da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital. Na análise do processo, a magistrada afastou as acusações de lavagem de dinheiro e de crimes tributários formuladas pelo Ministério Público.
Segundo a juíza, os elementos apresentados pela Promotoria não se enquadram nas tipificações penais atribuídas aos investigados, razão pela qual não haveria justa causa para o prosseguimento dessas imputações.
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