Palmeiras x Flamengo

(Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)

Fabio Chiorino e Rodrigo Borges
28/09/2020
07:00
São Paulo (SP)

O domingo, dia 27 de setembro, foi a consequência natural da noite de 16 de junho, quando o futebol brasileiro ignorou qualquer bom senso e consciência coletiva e decidiu que a bola deveria voltar a rolar para uma insignificante rodada da Taça Rio, no ápice da pandemia, com um hospital de campanha colado ao Maracanã.

A 15 minutos do início marcado, não se sabia se haveria Palmeiras x Flamengo. Uma série de liminares e decisões em esferas não-esportivas transformou um dos maiores clássicos nacionais numa partida relegada ao absurdo.


O Flamengo, protagonista da pressão pelo retorno das competições, tentou até o último segundo não entrar em campo, enquanto o Palmeiras, com o apoio público da maioria dos outros clubes da Série A, ameaçava paralisar o Brasileirão em caso de adiamento do jogo, alegando falta de isonomia em relação ao cumprimento de protocolos estabelecidos pela CBF.

Com atraso e improviso, com o hino tocando enquanto os jogadores rubro-negros aqueciam, o jogo aconteceu. A dignidade do futebol brasileiro fica para depois. O resultado? Só poderia sem empate. Afinal, diante de todo o cenário absurdo e carente de preocupações reais com a saúde pública, não haveria como alguém sair vencedor.

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