David Braz, zagueiro do Grêmio, mede temperatura antes de treinamento (Lucas Uebel / Grêmio)

David Braz, zagueiro do Grêmio, mede temperatura antes de treinamento (Foto: Lucas Uebel/Grêmio)

Fabio Chiorino e Rodrigo Borges 
12/08/2020
07:20
São Paulo (SP)

Há três tipos de pessoas no futebol brasileiro neste momento, incluindo nesta conta jogadores, torcedores e cartolas. As que estão preocupadas, as que não entenderam a gravidade e as que simplesmente não se importam (boa parte dos dirigentes entra neste grupo).

Depois do lamentável episódio da primeira rodada no jogo Goiás x São Paulo, adiado com os times no estádio porque nove atletas da casa estavam infectados, o Corinthians avisou ontem que detectou dius casos da Covid-19: Gil, e Léo Natel, que não viajaram para Belo Horizonte, onde hoje estreia contra o Atlético-MG pelo Campeonato Brasileiro. Quatro jogadores do Atlético-GO, adversário do Flamengo, também testaram positivo, mas foram liberados depois que o clube entrou com recurso na CBF, alegando que os atletas não têm mais potencial de transmissão.

Se a situação na Série A é difícil, também se repete na demais divisões. No fim de semana, o Imperatriz, do Maranhão, teve adiado seu jogo contra o Treze, pela Série C, após detectar 12 atletas infectados. Chapecoense x CSA, marcado para hoje pela Série B, também não acontecerá porque a equipe de Alagoas tem 18 jogadores com o novo coronavírus.

É óbvio: não há condição para seguir em frente com o Brasileiro. E a insistência afetará, obviamente, as competições de 2021: com adiamentos seguidos, a competição dificilmente terminará em fevereiro, ainda mais em ano com Copa América, Jogos Olímpicos e Eliminatórias da Copa no calendário. O futebol brasileiro escolheu desafiar a lógica. Escolheu a ganância e o individualismo. Para surpresa de ninguém.

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