Treino Fluminense

Foto: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.

Fabio Chiorino e Rodrigo Borges
24/09/2018
08:43
Rio de Janeiro (RJ)

O Fluminense viajou a Chapecó com uma grave crise na bagagem. Sem garantias concretas da diretoria, os jogadores convivem com dois meses de atraso de salário. Segundo reportagem do 'Globoesporte', o elenco, em solidariedade à situação ainda mais crítica dos funcionários do clube, está pagando contas e emprestando dinheiro a faxineiros e seguranças. A fragilidade financeira não é uma exclusividade do Tricolor. Os rivais Vasco e Botafogo, por exemplo, já passaram por situações similares este ano - no Cruz-Maltino, a falta de pagamentos resultou até na rescisão contratual do meia Wagner. Desde 2015, o regulamento de competições da CBF determina a perda de pontos para clubes que atrasem mais de um mês os salários dos jogadores. Entretanto, a regra raramente é cumprida, já que os atletas, que precisariam fazer a denúncia por meio de advogados ou do sindicato, temem represálias do clube ou da torcida. A excessão aconteceu com o Santa Cruz, punido com perda de três pontos e multa em 2017 pelo STJD, por infrações ao fair play financeiro. A medida da CBF só fará sentido quando a sensação de anisita e impunidade deixar de imperar no já combalido futebol brasileiro. O caso do Fluminense é só o retrato mais atual de um círculo vicioso de dívidas, processo trabalhistas e contas no vermelho. Se a regra fosse seguida à risca, faltaria espaço na zona de rebaixamento.

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