Fluminense x Internacional

LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.

Fabio Chiorino e Rodrigo Borges
25/11/2021
07:00
São Paulo (SP)

A overdose de vagas para torneios sul-americanos causa um estranhamento quando se olha a classificação do Campeonato Brasileiro: times com campanhas medianas ou medíocres, com saldo negativo, estão, a três jogos do fim, sonhando com vagas na Sul-Americana ou até na Libertadores.

A noite de ontem foi emblemática, com dois jogos de pouca inspiração, uma marca desta edição do torneio. O Fluminense venceu o Internacional com gol de pênalti, enquanto o São Paulo, que passou o campeonato todo lutando para não entrar na zona de rebaixamento, não saiu do zero contra o Athletico, que abandonou várias rodadas do Brasileirão para se dedicar aos torneios mata-mata – foi campeão da Sul-Americana e é finalista da Copa do Brasil.

A quatro rodadas do fim, só dois times disputam o título e, ainda que se pese o sabor especial para o Atlético-MG, que vê seu jejum de 50 anos a um passo do fim, a sensação é de que o Brasileirão se desvalorizou como produto, fruto também de um calendário insano, que não é interrompido em Data-Fifa e, consequentemente, tira por várias rodadas dos gramados alguns de seus destaques, convocados pelas seleções do Brasil e dos outros países sul-americanos.

Para piorar, as duas últimas temporadas foram quase ininterruptas devidos aos efeitos da paralisação durante a pandemia, provocando efeitos colaterais claros no físico dos jogadores e na qualidade do que se vê em campo.

No fim, muitos ainda vão comemorar vagas na Libertadores, outros ficarão satisfeitos com a classificação para a Sul-Americana, como se a maioria recebesse ao menos um prêmio de consolação. Uma distorção que deveria preocupar mais do que ser motivo de celebração.

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