Felippe Rocha e Lazlo Dalfovo
30/12/2018
06:00
Rio de Janeiro (RJ)

Leonardo Valencia é dos jogadores que inspiram os sentimentos mais opostos entre os torcedores do Botafogo. Há quem ame e há quem odeie. Pela expectativa quando chegou, pelo baixo rendimento em 2017, causa muita dúvida, mas é fato de que ele foi importante nesta temporada. Aliás, foi o único meia que se salvou no elenco.

O chileno começou o ano como ponta-esquerda, e alternou bons e maus momentos. Mesmo assim, marcou o primeiro gol pelo Glorioso na estreia de Alberto Valentim, de falta. Mas quase ele simbolizou um vilão do que se vislumbrava como vice-campeonato carioca. Discutiu com o treinador ao ser substituído no primeiro jogo da final e foi expulso no final do segundo.

Contudo, o Botafogo venceu o Estadual, o tempo passou e ele foi se tornando influente. Especialmente a partir do fim de julho, quando passou a ser meio-campista, conduzindo a bola, e menos posicionado pela beira do gramado.

Terminou a temporada sobrando no rendimento em relação aos outros meio-campistas como Marcos Vinícius e Renatinho, que não conseguiram sequência. Valencia terminou a temporada com 49 jogos disputados pelo Alvinegro. Marcou cinco gols e as 11 assistências fizeram dele o maior garçom botafoguense na temporada.

Resta o Botafogo se movimentar para renovar - ou não - o contrato do chileno, que vence em julho.

O ANO DE VALENCIA

SOBE - Crescimento
Em 2017, o chileno pouco fez para justificar a presença entre os titulares, à época pedida pelos torcedores. Em 2018, por mais questionado que fosse, mostrou-se importante para o Botafogo.

DESCE - Disciplina
Ele já havia tido problemas com a comissão técnica de Jair Ventura, e o feito se repetiu com Alberto Valentim. Apesar da pouca repercussão, é preocupação interna no clube.