Ancelotti celebra vaga do Botafogo na Libertadores, mas diz: 'Ser ambicioso'
Vitória sobre o Grêmio classifica o Glorioso para próxima edição da competição continental

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Técnico do Botafogo, Davide Ancelotti não escondeu a satisfação por garantir um lugar na Libertadores 2026 neste sábado (22), após vitória por 3 a 2 sobre o Grêmio no Nilton Santos. Em entrevista coletiva após a partida, o italiano celebrou a vaga, mas falou em "ser ambicioso" na briga por lugar na fase de grupos.
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— É um objetivo importante para o clube, a primeira vez na história que conseguimos a (vaga na) Libertadores três vezes seguidas. Então, muito contentes, mas estamos numa posição onde temos que ser ambiciosos, onde podemos ser ambiciosos. Então, estamos contentes, mas pensando em uma vaga direta para a Libertadores, até agora é o objetivo principal. Chegar aqui e ter essa oportunidade, foi graças a sequência que tivemos nos últimos jogos. Para organizar os jogadores, porque mantiveram o time junto, o grupo junto. Apesar de todas as dificuldades que tivemos, jogos ruins, decepção, mas mantiveram o grupo unido. E isso é para respeitar, e já falei com eles que é isso que é o meu respeito — declarou.
O Botafogo chegou a sete partidas sem perder, mas sofreu quatro gols nos últimos dois jogos. Davide exaltou a parte defensiva na sequência invicta, mas admitiu a queda de rendimento.
— Essa sequência passa seguramente pela fase defensiva, que no último jogo não foi tão boa, não conseguimos manter o time junto. Hoje os três meias mais avançados trabalharam mais na fase defensiva. O time sabe que joga bem, começando sempre pela fase defensiva, quando o time está junto, o time tem uma transição eficaz, e hoje mostrou essa força — avaliou.
Sobre a adaptação de sair da função de auxiliar técnico para a de treinador principal, Ancelotti afirmou estar "desfrutando" da oportunidade e que espera seguir por muito tempo no Botafogo.
— Eu estou desfrutando, sei que como treinador é sempre a culpa minha, mas eu sabia já isso antes de começar. Estou vivendo isso, estou desfrutando. Honestamente, é um trabalho que gosto, é um ambiente que gosto, é um time que gosto, é um grupo que gosto e espero seguir aqui com o tempo — completou.
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Outras respostas de Ancelotti após Botafogo x Grêmio
Demora nas últimas substituições
— Demorei quando coloquei Montoro e Marçal, porque era a última janela. Teve a saída do Danilo na primeira etapa, então teve que demorar um pouco. Quando Carlos Vinícius entrou, um atacante que está em forma, perigoso dentro da área, então a mudança foi para perseguir um pouco com Marçal, com Cuiabano e manter um jogador mais dentro da área. Depois tivemos uma falta de atenção, em um jogador deles no 3x2, que não pode acontecer. A gestão do 3x1 não pode acontecer. Temos que melhorar esse aspecto.
Susto no fim do jogo
— Não gostei da gestão emocional (no fim da partida). Do mental. Vi coisas que não gosto. Jogar de chutão, fazer coisas pela torcida. Falamos de marcar o Carlos Vinícius na área. E quando falta um minuto, está 3 a 1, 3 a 2, tem que marcar Carlos Vinícius na área. Porque é um atacante que está com confiança, que pode fazer gol. No último lance quase ele empate em 3 a 3. Então fico irritado. Porque depois é culpa minha (risos).
Momento do Artur
— Artur é um jogador importante. Hoje, acho que fez seu melhor jogo. Saiu porque tinha só uma janela (de substituição), teve que sair. Ele saiu do time (titular) porque Santi Rodríguez estava jogando muito bem e não desistiu. É um profissional exemplar, uma pessoa que dentro do grupo é fundamental. É um bom jogador. Seguiu trabalhando, eu passei a minha confiança no momento mais difícil, quando ele não jogava. Seguiu treinando e se comportando de maneira exemplar. É um jogador para quem só faltava um pouco de finalização. Ultimamente, está com mais confiança. O que muitas vezes acontece com um pouco de paciência e confiança é que os jogadores desbloqueiam. Nesse momento, está acontecendo isso com ele.
Planejamento para 2026
— O planejamento já estamos começando. Temos pouco tempo, mas é uma pergunta para o clube e seguramente estamos juntos nesse processo. Temos primeiro que parabenizar o sub-20 por ter sido campeão carioca. Temos jogadores importantes que já treinaram conosco. Alguns nomes, como Marquinhos, que está treinando conosco, Cauã Zappellini, um jogador que já treinou conosco, Kadu Santos, Gabriel Abdias, tem vários garotos e tem qualidade. Então seguramente vamos começar o próximo ano com jogadores da sub-20 no elenco do time profissional.
Léo Linck e Arthur Cabral
— Léo é uma aposta do clube. Um jogador jovem. Precisa de minutos, que está tendo. É um processo. É um goleiro jovem. Pode acontecer que tenha alguma indecisão, mas o clube e o treinador têm confiança nele. Sabemos que temos esse tipo de paciência porque estamos apostando em um goleiro novo, que teve que jogar porque o Neto teve uma lesão importante. Porque saiu o John, que era o melhor goleiro da competição. Sabe que tem que melhorar e vai ter tempo para melhorar. Seguramente, vai melhorar com um pouco de experiência.
-Com Arthur (Cabral), é igual. É a mesma situação há três semanas. Tem a confiança do treinador. É um profissional exemplar que está tendo algum problema físico, está se sacrificando pelo time. Não falta muito (para o fim do Brasileiro), tem poucos jogos. Mas é também um problema de confiança. Precisa de um gol, como todos os atacantes. Precisa marcar, depois vai dar certo.
Kadir
— Falei com ele que agora ele está como se fosse um apaixonado pela sua primeira namorada. É tudo maravilhoso, mas é um trabalho difícil. Precisa de constância e da vivência de momentos mais duros. Hoje, ele viu a realidade da competição. Agora, sabem quem ele é. Jogador potente, físico, forte. Hoje, fez um jogo de muito sacrifício, mas tem que se adaptar a esse nível de competição. Precisa de tempo, paciência, como o Léo (Linck). É um jogador jovem. Não podemos pedir a ele que seja sempre decisivo. Seguramente, é um jovem que se mantiver essa mentalidade que tem agora… Claro que não pode ficar apaixonado como o primeiro dia em dez anos, mas pode ganhar essa constância, seguir e fazer uma carreira boa.
Compactação da equipe
— Ser um time compacto e ter pouca distância entre os jogadores na fase defensiva faz que quando recuperamos a bola temos mais opções de passe curto e somos um time que quando joga com essa mobilidade, com essa qualidade na troca de passe, é um time que é difícil de defender porque acumulamos muitos jogadores entrelinhas. Porque Marlon está jogando muito bem, quando joga um pouco mais solto. Então eu gostei muito dos primeiros 30 minutos. Depois de jogarmos com muita intensidade, baixamos um pouco o bloco na última parte da primeira etapa.
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