Entre memória e renovação: Atlético-MG tem apenas quatro campeões brasileiros de 2021
Galo tenta transformar lembranças de 2021 em combustível para 2026

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O Campeonato Brasileiro de 2026 começa para o Atlético nesta quarta-feira (28), cercado de expectativas e desconfianças por parte da torcida. Nas últimas temporadas, a principal competição nacional deixou mais frustrações do que boas lembranças para o torcedor atleticano, que anseia por dias de protagonismo e por voltar a brigar no topo.
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Nesse cenário, 2021 ressurge como um marco recente e especial: o ano mágico do título brasileiro. Passados cinco anos daquela conquista histórica, apenas quatro jogadores daquele elenco campeão seguem no atual plantel alvinegro, símbolos de um tempo que o clube tenta reencontrar.
Entre os poucos elos que conectam o Atlético de 2026 ao time campeão brasileiro de 2021, os quatro nomes que resistem ao tempo e às reformulações do clube são Éverson, Alan Franco, Hulk e Junior Alonso. Eles são os últimos representantes de um elenco que marcou época e seguem como referências de uma geração que levou o Galo ao topo do futebol nacional.
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Os remanescentes do Atlético
Dentro desse grupo seleto, Éverson é quem apresenta maior estabilidade e unanimidade. O goleiro segue intocável, consolidado como titular indispensável e referência técnica do Atlético. Mesmo em meio às constantes mudanças no elenco, mantém regularidade e segurança, o verdadeiro paredão atleticano e pilar de um time que ainda busca equilíbrio defensivo.
Situação bem diferente vive Junior Alonso. Pilar defensivo e símbolo de liderança na campanha de 2021, o zagueiro passou a ser questionado no fim da última temporada, e inicia 2026 sob forte desconfiança da torcida. As atuações irregulares contrastam com o "xerife" seguro e dominante de outros tempos, o que reflete também o irregular sistema defensivo do Galo como um todo.
No meio-campo, Alan Franco permanece como uma peça importante e de confiança para Jorge Sampaoli. Versátil e disciplinado taticamente, o equatoriano segue sendo opção frequente, mas a chegada de reforços para o setor elevou a concorrência. Com isso, o jogador disputa espaço com outros atletas e já não tem vaga assegurada entre os titulares.
Maior símbolo da conquista de 2021, Hulk continua sendo a figura máxima para a torcida, mas já não ocupa o posto de protagonista absoluto. Após um 2025 de desempenho irregular, o atacante iniciou a temporada cercado de incertezas, e esteve próximo de uma transferência conturbada para o Fluminense. Sob o comando de Sampaoli, o camisa 7 não é titular incontestável e disputa vagas no ataque, reflexo de um Atlético que tenta se reinventar sem depender exclusivamente de seu ídolo recente.
Os quatro remanescentes seguem como a ligação direta entre o passado glorioso e o presente desafiador do Atlético. Se em 2021 foram protagonistas de uma campanha histórica, em 2026 convivem com realidades distintas, entre instabilidade, cobrança e disputa por espaço, retratando o momento de transição vivido pelo clube.

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