Adílson falou ao lado do médico do Galo, Rodrigo Lasmar e do diretor de futebol , Rui Costa, sobre o seu abandono precoce do futebol

Adílson foi diagnotiscado com cardiomiopatia hipertrófica, mesma doença que matou o zagueiro Serginho, do São Caetano, em 2004- (Reprodução)

Valinor Conteúdo
14/07/2019
22:20
Belo Horizonte

Após anunciar a aposentadoria do futebol, pela descoberta de uma doença cardíaca, o volante Adílson recebeu apoio do clube, dos colegas de time e até do rival Cruzeiro em seu momento de dificuldade. Uma homenagem poderá acontecer para o jogador, graças à mobilização de vários torcedores que se mobilizaram nas redes sociais para pedir que o agora ex-jogador jogue alguns minutos com a camisa do Galo para chegar ao jogo número 100 pelo alvinegro de Minas.

Adílson fez 99 partidas pelo Galo desde que chegou ao clube, em 2017. E, o desejo dos atleticanos poderá se realizar, rendendo uma homenagem bacana para o jogador. O diretor de futebol, Rui Costa, admitiu a possibilidade de a ideia se concretizar.

-Penso que tudo o que nós pudermos fazer para tornar muito sólida essa relação do Adilson com o Atlético, do Adilson com a nossa torcida, nós temos que fazer. Se esse é um desejo da torcida, se esse for um desejo dele e se isso de alguma forma contribuir para que esse rito de transição dele se complete, eu penso que essa é uma ideia extraordinária- disse Rui antes do jogo contra a Chapecoense, pelo Brasileiro.

Mesmo com a boa vontade de fazer o gesto para Adílson, Rui Costa ressaltou que alguns cuidados devem ser tomados, além de consultar o ex-jogador se ele vai se dispor a jogar pelo menos um minuto.

-Tem que ver se isso é viável, se isso é possível do ponto de vista do regulamento da competição, se ele vai se sentir disposto a isso. Mas, de nossa parte, o que deixar o Adilson feliz e o que conectar ele, como eu disse, com o carinho que a torcida tem por ele, é minha obrigação fazer-completou.

Adilson foi diagnosticado com Cardiomiopatia hipertrófica ou miocardiopatia hipertrófica, que é uma doença do músculo cardíaco na qual uma porção do miocárdio (músculo do coração) está hipertrofiada (mais grosso) sem nenhuma causa óbvia, criando uma deficiência funcional do músculo cardíaco, o que pode causar arritmia ventriculares em jovens atletas, podendo causar desmaios, infarto do miocárdio e morte súbita. Esse mesmo problema matou o zagueiro Serginho, do São Caetano, em 2004, em um jogo contra o São Paulo.