Chapecoense x Atlético-MG

Mesmo com um time sem entrosamento, o Galo foi muito combativo no jogo e conseguiu sair com um ponto de Chapecó ( Reprodução/Twitter)

Valinor Conteúdo
14/07/2019
21:08
Belo Horizonte

O Atlético-MG conseguiu uma importante virada diante da Chapecoense, vencendo o time catarinense por 2 a 1, gols de Everaldo, o mais rápido do campeonato, Maidana e Vinícius, para o alvinegro, neste domingo, 14 de julho, na Arena Condá, em Chapecó, pela 10ª rodada do Brasileiro.

O resultado foi muito bom para o Galo, pois a equipe mineira ultrapassou o Internacional na classificação, e saltou da quinta para a quarta colocação do Brasileiro, com 19 pontos, entrando no G4, que garante vaga direta para a Libertadores de 2020. A derrota manteve os catarinenses na zona do rebaixamento, com oito pontos, em 10 jogos disputados

Gol mais rápido do campeonato, mas pouca força ofensiva da Chape

Aos 26 segundos de jogo, no primeiro tempo, a Chapecoense chegou ao gol, desmontando a estratégia do Atlético-MG de trabalhar a bola com mais calma e tentar achar os espaços no contra-ataque. Eduardo avançou pela direita, cruzou na cabeça de Everaldo, que mandou para o fundo das redes de Cleiton, que aparentemente caiu atrasado na bola, não conseguindo evitar o gol dos catarinenses.

O tento anotado por Everaldo foi o mais rápido desta edição do Campeonato Brasileiro e um dos mais rápidos de todos os tempos na história da competição.

Apesar do gol “a jato” da Chape, o time de Chapecó não conseguiu usar a vantagem no placar para atrair o Galo e oferecer perigo ao rival nos contra-ataques. O time mineiro teve algumas chances de gol, mas não estava bem postado em campo, talvez pela falta de entrosamento do time escalado por Rodrigo Santana.

Falta de entrosamento alvinegro, apesar da força de vontade

A equipe alternativa montada por Rodrigo Santana tinha nomes fortes como Ricardo Oliveira, Geuvânio e Otero, além das estreias do lateral-esquerdo Lucas Hernández e do volante Ramón Martinez, que foram bem discretos no primeiro jogo oficial pelo time mineiro. Porém, era nítida a falta de entendimento dentro do campo, com as jogadas sendo criadas mais por lances individuais do que em construções coletivas. Era um jogo mais na força de vontade do que na técnica. 

Em diversos momentos, o Galo fez ligação direta para tentar chegar ao ataque e ameaçar o gol da Chapecoense. Outro problema, de ordem física, era a condição atlética de Geuvânio, que estava fortemente gripado e não suportou os 90 minutos em campo, dando lugar a Maicon Bolt, deixando o time mais frágil na armação de jogadas.

VAR em ação e muita demora da arbitragem

Aos 22 do segundo tempo, Maicon Bolt entrou na área da Chapecoense, chutou para o gol e a bola bateu no braço do zagueiro catarinense. Após seis minutos , consultando o VAR, a arbitragem marcou a penalidade para o Galo.

Em outro lance, agora a favor da Chape, a bola bateu no braço de Leonardo Silva e mais uma vez o árbitro do jogo, Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, foi consultar o vídeo para confirmar a jogada, mas, desta vez, não marcou o que seria o segundo pênalti do jogo. A demora foi muito grande nos dois casos, gerando acréscimos de 10 minutos na contagem final do tempo de jogo.

Jejum sem fim do artilheiro

Ricardo Oliveira, que não marca pelo clube desde o dia 27 de abril,  estreia do Galo campeonato, teria a chance de sair do jejum de gols. Com a penalidade marcada, ele se posicionou para a cobrança. O camisa 9 atleticano correu e Tiepo defendeu o chute de Oliveira, que ficou mais uma vez sem balançar as redes, estendendo sua má fase em 2019.

A Arena Condá também não dá muita sorte para Ricardo Oliveira. Em 2018, pela Copa do Brasil, o atacante perdeu outra penalidade, que acabou eliminando os mineiros da competição na ocasião.

Otero faz a diferença e Maidana tira a “zica”- Empate suado

Mesmo não fazendo um grande jogo, o venezuelano Otero estava tentando usar sua maior qualidade, o chute forte de fora da área, para buscar o empate. Foram diversas tentativas, até que aos 34’ do segundo tempo, em uma cobrança de falta, o meia colocou muita força na bola, Tiepo rebateu, Papagaio pegou o rebote e cruzou para a pequena área, e lá estava Maidana para empatar o jogo. O zagueiro marcou o seu primeiro gol com a camisa alvinegra e fez o gesto de “tirar a zica”.

Virada nos acréscimos, no estilo “Galo Sofredor”

Aos 53 minutos do segundo tempo, em bela trama pelo meio da área da Chape, Vinícius recebeu a bola, limpou dois defensores e o goleiro Tiepo, mandando para o fundo do gol catarinense, garantindo os três pontos e a entrada do Alvinegro no G4. Um gol bem ao estilo do clube mineiro, na raça e com muito sofrimento.

Agenda dos clubes

O Galo terá uma semana intensa, pois já na quarta-feira, 17 de julho, às 19h15, no Independência , tentará inverter a vantagem obtida pelo Cruzeiro no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, quando foi derrotado por 3 a 0. Quatro dias depois, no dia 21,às 16h, recebe o Fortaleza no Horto, pela 11ª rodada do Brasileiro.

Já a Chape só entra em campo no Campeonato Brasileiro na próxima segunda-feira,22 de julho, às 20h, no Morumbi, contra o São Paulo, duelo na capital paulista.

FICHA TÉCNICA
CHAPECOENSE 1 x 2 ATLÉTICO-MG

​Estádio: Arena Condá - Chapecó (SC)
Data-hora: 14 de julho de 2019, às 19h
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza(PB)
Assistentes: Alex Ang Ribeiro e Bruno Salgado Rizo(SP)
Árbitro de vídeo: Marcio Henrique de Gois(SP)
Cartões Amarelos: Iago Maiadana, Leonardo Silva, Vinicius, Lucas Hernández(ATL), Alan Ruschel, Douglas, Eduardo(CHA)
Cartões Vermelhos: não houve
Público e Renda: não divulgados

Gols: Everaldo, no minuto 1 do 1º T(1-0), Iago Maidana, aos 34’-2ºT(1-1), Vinícius, aos 53’-2ºT(1-2)

CHAPECOENSE: Tiepo, Eduardo, Gum, Douglas e Bruno Pacheco; Márcio Araujo, Campanharo(Aylon, aos 37’-2ºT) e Camilo(Augusto, aos 29’-2ºT); Arthur Gomes, Alan Ruschel(Diego Torres, aos 36’-2ºT) e Everaldo Técnico: Ney Franco.

ATLÉTICO-MG: Cleiton; Guga, Léo Silva, Maidana e Lucas Hernández; Ramon Martínez(Papagaio, aos 32’-2ºT), Jair, Otero(Bruninho, aos 40’-2ºT) e Vinícius; Geuvânio(Maicon Bolt, aos 18’-2ºT) e Ricardo Oliveira. Técnico: Rodrigo Santana