PicoCentral

MÁQUINA DE CORRER -  Pico Central foi eleito, em 2004, o melhor velocista pelo ‘Eclipse Award’

Rafael Cavalcanti
17/08/2016
06:42

A capa da revista “The Blood-Horse”, uma das mais importantes do turfe americano, com a manchete ‘Brazilian Bullet’ (“Foguete brasileiro”), era apenas um reconhecimento a um dos maiores craques que já passaram pelas pistas do Rio e dos EUA nos últimos anos, Pico Central. Na Gávea, onde teve uma passagem de craque, leva o nome da principal carreira da noturna de segunda-feira, 22, a Prova Especial Pico Central, em 1.200 metros, pista de areia.

Nascido no Haras Fronteira, no Rio Grande do Sul, filho do americano Spend A Buck, Pico Central foi adquirido em leilão de potros, realizado na Gávea, pelo Stud Capitão. No Brasil, aos cuidados do treinador Roberto Morgado Júnior, após iniciação de Valtemir Pedersen, foi à pista oito vezes em 2002 (sete na Gávea, uma em Cidade Jardim) para ganhar em quatro e duas provas de Grupo I, ambas na Gávea: o GP Estado do Rio de Janeiro, na milha, abrindo a Tríplice Coroa de potros e o GP Major Suckow, quilômetro internacional na semana do GP Brasil - foi o único na história a vencer as duas provas.

Nos Estados Unidos, treinado pelo brasileiro Paulo Henrique Lobo, Pico Central ganhou cinco em 2004, eleito o melhor velocista pelo ‘Eclipse Award’. Nos EUA, Pico Central foi o único corredor, em toda a história do turfe norte-americano, a vencer o Vosburgh Handicap, o Carter Handicap e a Metropolitan Mile, no mesmo ano (2004). Pico Central conquistou cerca de U$ 1, 2 milhão em prêmios.

Levado para a reprodução, Pico Central morreu em março de 2013, após servir na reprodução.