Neymar, em ação contra a Dinamarca

Neymar em ação contra a Dinamarca (Foto: Lucas Figueiredo / MoWaPress)

LANCE!
12/08/2016
17:28
Rio de Janeiro (RJ)

A Seleção Brasileira demorou até encontrar sua forma ideal nesses Jogos Olímpicos. Após dois empates por 0 a 0 contra África do Sul e Iraque, os brasileiros finalmente encontraram o caminho da vitória contra a Dinamarca e golearam por 4 a 0.

Se tem um jogador que ainda não conseguiu mostrar tudo que pode é Neymar. Rendendo abaixo do esperado até o momento, o camisa 10 conseguiu se destacar um pouco na última partida. Exercendo uma nova função na equipe de Micale, o atacante passou a auxiliar na criação, reduzindo a distância do meio com o ataque. O Brasil encara a Colômbia pelas quartas de final da Rio-2016 neste sábado, às 22h, na Arena Corinthians.

O colunista do LANCE!, João Carlos Assumpção, autor do Blog do Janca, apontou que a equipe brasileira não conseguiu se encontrar nas duas primeiras partidas.

- Nos dois primeiros jogos não foi apenas o Neymar que esteve mal posicionado, os demais atacantes e o meio-campo do Brasil também.
A África do Sul, por exemplo, com duas linhas de quatro, "matou" o Brasil.
Um pouco mais recuado, ajudando na criação, acho que o Neymar rende muito mais - disse.

- Mas não foi só por isso que aniquilamos a Dinamarca. A Seleção finalmente jogou como uma equipe e não como um amontoado de jogadores, cada um querendo aparecer mais do que o outro. Fora que o time entrou mordido com a torcida e principalmente com a imprensa. E isso também ajudou a fazer a diferença - completou.

Marcelo Bechler, também colunista do LANCE!, elogiou a mudança de Micale e comparou com a função que o craque exerce enquanto está no Barcelona.

- Acho que pode ser uma boa. Funcionou contra a Dinamarca, pois ele começou a jogada de alguns gols. Ele tem qualidade para fazer isso. Acho que, como os times que estão enfrentando o Brasil estão muito fechados, quando joga mais perto da área ele não encontra espaço para finalizar. No Barcelona tem outros jogadores que abrem espaço, por exemplo. Então normalmente ele pega a última bola, não a 30 metros do gol para chegar mais perto. Neymar jogou um pouco contra a Dinamarca lembrando o que o Messi faz no Barça. Recua 10, 15 metros e arma o time. Só falta aparecer mais um pouco na área para finalizar. Mas acho que é uma boa. O time funcionou, deu mais protagonismo para os "Gabrieis" e o Luan e o próprio Neymar jogou bem. Boa aposta do Micale - comentou.