Bruno Cassucci
16/08/2016
07:55
Teresópolis (RJ)

Quem vê Jorge Luis Pinto vestindo terno e gravata no banco de reservas nem imagina que o atual técnico de Honduras já frequentou caravanas da torcida organizada do Corinthians Gaviões da Fiel. Essa é só uma das diversas histórias curiosas da vida do adversário do Brasil na semifinal da Olimpíada, nesta quarta-feira, no Maracanã.

O colombiano mudou-se para o Brasil em 1967, quando se matriculou no curso de treinador de futebol na Escola de Educação Física da USP. Admirador do país e do futebol canarinho, ele sabe a pedreira que enfrentará, mas nem por isso perde a confiança e ousadia.

- Não vamos mudar nossa estrutura de jogo. Vamos atacar, vamos atacar - declarou, em entrevista coletiva.

O treinador que fez sucesso pela Costa Rica é famoso por suas superstições. Se sua equipe vence, por exemplo, ele não troca de roupa. Qualquer arma é válida, ainda mais quando se tem Neymar pela frente...

- O Brasil é uma seleção de muita qualidade. Já analisei, analisei. O Brasil pode depender de alguma maneira de Neymar, mas acredito que não seja tanto. É claro que ele é um jogador muito importante. Já o enfrentei cinco vezes e sei da sua qualidade. Neymar é brilhante. É certo que precisamos controlá-lo - comentou.

Apesar do discurso ofensivo de Pinto, Honduras deve jogar fechada contra o Brasil, mesma tática utilizada para bater a Coréia do Sul nas quartas de final. A equipe centro-americana costuma jogar com uma linha de cinco homens atrás, quatro no meio e só um na frente, apostando na força física e na velocidade.

Na última Olimpíada, a Seleção bateu Honduras por 3 a 2, nas quartas de final. Se repetir a dose, estará a só um passo do inédito ouro olímpico.