Rodrigo Caio - São Paulo

Rodrigo Caio teve atuação decisiva contra o Cruzeiro na última quinta-feira (Foto: Maurício Rummens/ Lancepress!)

Bruno Grossi e Marcio Porto
17/09/2016
07:20
São Paulo (SP)

Rodrigo Caio, é claro, acreditava que seria chamado novamente para a Seleção Brasileira, após o corte na convocação anterior. Também esperava iniciar seu sonho europeu na última janela de transferências. Mas nada de frustrações. Hoje, o São Paulo precisa do zagueiro para seguir reagindo no Campeonato Brasileiro. E Ricardo Gomes, para ter uma extensão de seu trabalho em campo.

O técnico se vê no defensor de 23 anos. A mesma posição, características semelhantes e poder de liderança com os companheiros. Chegou até a citar os históricos Luizinho e Oscar, este último campeão no Tricolor, para exaltar a qualidade de Rodrigo na saída de bola. Mas não basta elogiar a virtude. Ricardo quer usá-la como arma.

– A saída de bola dele foi muito boa (contra o Cruzeiro), me lembrou grandes zagueiros. Vamos utilizar mais vezes – avisou o comandante são-paulino.

Para Rodrigo, não há o menor problema. Volante nos primeiros anos de profissional, acostumou-se a sair mais para o ataque e quase marcou belo gol diante do Cruzeiro na última quinta-feira. Assim, acredita que o time terá poder maior de incomodar os rivais, mas faz um alerta para os riscos da tática.

– Ele dá bastante liberdade para a gente ali de trás. Claro que sem risco. Na quinta-feira iniciamos mais os lances e se a gente sair jogando, tocando, a bola sai rápido no pé do Cueva, que é nosso armador e vai dar o passe final. No segundo tempo deixamos de fazer isso – ponderou.

E se Ricardo vai se encantando com a capacidade de Rodrigo, o zagueiro passa ao técnico a admiração que seu pai, Celso Russo, tinha pelo treinador nos tempos de atleta, ídolo no Fluminense e no PSG (FRA).

– Meu pai falava bastante dele, que era um excelente zagueiro. Não cheguei a ver, mas sei que meu pai, que gosta muito de futebol e é um grande são-paulino, acompanhou e é um grande admirador dele – confessou o camisa 3.