Bruno Grossi
07/11/2016
07:10
São Paulo (SP)

O Majestoso do último sábado serviu para o São Paulo lavar a alma. A equipe ultrapassou o Corinthians para não terminar 2016 como o pior paulista em clássicos, se livrou dos riscos de rebaixamento no Campeonato Brasileiro e fez quatro gols sobre um grande rival depois de cinco anos. Os 4 a 0 ainda serviram para a redenção de Chavez, que passou dez partidas sem marcar.

– Foi importante vencer, mas temos que seguir trabalhando para marcar mais vezes e assim conquistar novas vitórias. Estou muito feliz pelo gol, porque batalhei bastante para marcar novamente – disse o centroavante são-paulino.

O último gol do argentino havia sido em 11 de setembro, na vitória por 3 a 1 sobre o Figueirense no Morumbi. Desde então, sofreu com o desperdício de chances claras contra Flamengo, Santos e América-MG e até com um pênalti perdido diante do Cruzeiro. No clássico de sábado, outras duas oportunidades não convertidas fizeram a torcida clamar por Luis Fabiano, enquanto Chavez olhava para o céu e implorava a Deus “por um só gol”. Até Cueva entregar mais um presente, desta vez convertido pelo Comandante.

– Foi um gol de muita felicidade. Estou muito contente, porque era uma partida importante, o último clássico do ano. Isso tem um peso muito grande para a torcida. E se o nosso torcedor está feliz, eu estou feliz também. A verdade é que todos jogaram juntos: torcida e time. A equipe se ajudou bastante, criou oportunidades e buscou o jogo – destacou.

O jejum encerrado com forte chute cruzado contra Cássio não foi o primeiro vivido por Chavez nesta temporada. Ainda defendendo o Boca Juniors (ARG), foram 15 partidas sem marcar, do primeiro jogo do ano, em 6 de fevereiro, até 16 de abril. A seca terminou com dois gols sobre o Aldosivi no Campeonato Argentino. No compromisso seguinte, contra o Deportivo Cali (COL) pela Copa Libertadores, novamente foi à rede.

Ao todo, Chavez marcou 11 vezes em 2016. No Boca, foram quatro gols em 22 jogos, dois a menos do que já disputou no São Paulo.  No clube argentino, foram apenas oito jogos como titular, enquanto na equipe brasileira o centroavante só foi reserva duas vezes: na estreia contra a Chapecoense e diante da Ponte Preta. Chavez também nunca foi grande desfalque, somando 20 jogos seguidos e fez gols nos clássicos contra Palmeiras e Corinthians. No Boca Juniors, de 2014 até 2016, não marcou em nenhum clássico.