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Jony Calleri contra o São Bernardo, em que perdeu um pênalti (Foto: Maurício Rummens/Fotoarena/LANCE!Press)

Marcio Porto
06/03/2016
08:00
São Paulo (SP)

O início do atacante Jonathan Calleri com a camisa do São Paulo foi avassalador. Três gols em duas partidas foram suficientes para fazer o argentino entrar nas graças da torcida. No entanto, esse cenário mudou. O camisa 12 completou contra o São Bernardo, no último sábado, o seu oitavo jogo sem balançar redes e ainda desperdiçou um pênalti. O mau desempenho do comandante do ataque são-paulino liga o alerta no time de Edgardo Bauza.

O São Paulo continua fazendo poucos gols e o desempenho do ataque no ano é péssimo. Contra o Bernô, foi Ganso o responsável pelo gol. Centurión e Carlinhos, que também jogaram na frente, passaram em branco. Aliás, os dois únicos atacantes a marcaram gols este ano foram Calleri, três vezes (contra César Vallejo e dois contra o Água Santa), e Rogério, uma. Michel Bastos também deixou sua marca uma vez. No total, são 13 gols em 11 jogos.

A bola parece estar pesando para Calleri. O argentino tem errado passes e ficado pouco com a bola. Contra o São Bernardo, a pelota chegou a bater em sua canela. A má fase, porém, não tira a confiança do técnico Bauza, que segue bancando o jogador como titular como foi nos últimos jogos. Enquanto isso, Alan Kardec tem ficado na reserva e já demonstrou insatisfação, dizendo que gostaria de uma conversa com o comandante por mais chances.

O pior de tudo é que Calleri chega com jejum no jogo mais importante do ano, contra um adversário que lhe é caro. Apaixonado pelo Boca Juniors (ARG), do qual se transferiu para o São Paulo, o argentino terá a chance de enfrentar o principal rival de sua ex-equipe, o River Plate. A vontade de marcar será imensa, mas o centroavante não tem contribuído.

Não falta vontade, porém, ao camisa 12. É comum vê-lo treinando separadamente após as atividades normais com os jogadores encerrarem, no CT da Barra Funda. O modo aguerrido como o atleta encara as partidas é um dos fatores que faz Patón mantê-lo no time.

Com contrato até o fim de junho com o São Paulo, Calleri luta contra o tempo para conseguir marcar seu nome na história do São Paulo. Tudo pode passar pelo duelo de quinta-feira, que pode representar uma reviravolta do Tricolor na temporada. Quem sabe, também para Calleri.