Russel Dias
12/05/2016
07:00
Santos (SP)

O Santos não ficará só na reclamação por conta das  convocações de Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabigol para a disputa da Copa América pela Seleção Brasileira, que pode desfalcar o Peixe em até nove rodadas do Brasileirão. O clube irá cobrar para que a CBF  seja responsável por pagar um mês de salários de cada um dos três atletas, valor que gira em torno de R$ 550 mil.

O presidente santista, Modesto Roma Júnior, não pretende acionar a Justiça, ele quer tratar diretamente com o presidente da confederação, Marco Polo Del Nero. 

O trio ofensivo do Peixe vai se apresentar à Seleção Brasileira no dia 23 de maio e, caso se classifique para a final da Copa América, voltam após o dia 26 de junho.

O Santos pretende tomar a mesma medida caso os desfalques voltem a acontecer na Olimpíada. O clube tem informações de que o volante Thiago Maia, o lateral-esquerdo Zeca e o atacante Gabigol devem ser chamados por Dunga. 

O Peixe se respalda na Lei Pelé, onde consta que a entidade indenizadora deverá arcar com os vencimentos dos atletas:

"Art. 41. A participação de atletas profissionais em seleções será estabelecida na forma como acordarem a entidade de administração convocante e a entidade de prática desportiva cedente.

§ 1o A entidade convocadora indenizará a cedente dos encargos previstos no contrato de trabalho, pelo período em que durar a convocação do atleta, sem prejuízo de eventuais ajustes celebrados entre este e a entidade convocadora."

Antes mesmo de assumir a CBF, Marco Polo Del Nero afirmou que a equipe que não quisesse ser desfalcada, deveria pedir para não ter jogadores convocados.

- O fato de a CBF ter convocado três jogadores do mesmo time significa um desrespeito com o campeonato que ela organiza, o Campeonato Brasileiro. Nós vamos respeitar o desejo da CBF - disse o presidente do Santos na semana passada, quando também criticou o fato de não ter sido avisado das convocações.

Em contrapartida, o técnico do Peixe, Dorival Júnior, afirmou que foi avisado pelo coordenador de seleções, Gilmar Rinaldi, de que os jogadores seriam convocados.