Léo Saueia e Russel Dias
22/11/2016
06:00
Santos (SP)

Baixinho, rápido, habilidoso e colombiano. Até agora, isso é tudo que o torcedor do Santos sabe sobre Vladimir Hernández, o primeiro reforço do time para a próxima temporada. O atacante de 27 anos está tão curioso quanto seus futuros companheiros.

Cria da base do Junior Barranquilla, ele se despediu nesta semana do clube no qual está desde a adolescência, mas já sabe de algumas coisas que lhe esperam no Brasil. A começar pela Vila Belmiro e suas arquibancadas.

– Na verdade, vi pouco do Santos, mas vi a torcida e estão sempre presentes no estádio. No Instagram, vi alguns torcedores também, me escrevem muito, são pessoas que apoiam bastante – disse, ao L!, sobre o primeiro contato com santistas nas redes sociais.

Com 1,60m e 16 gols marcados em 50 jogos na temporada, o Pequeno Gigante, como é apelidado na Colômbia, teve aprovação rápida do técnico Dorival Júnior, mesmo antes de enfrentar a Chapecoense em solo brasileiro, pela Copa Sul-Americana, há um mês.


Hernández não esconde que também foi seduzido por ter a oportunidade de disputar a Libertadores em 2017, algo que faz parte de seus sonhos desde a infância.

Aproveitando que realizará mais de um desejo, como jogar no Brasil, no Santos e disputar a Libertadores, Vladimir não economiza nas vontades e já projeta o próximo objetivo ao chegar na Baixada Santista: formar dupla com o mais novo atacante da seleção colombiana Jonathan Copete.

– Estou muito feliz pelo Copete. É um profissional que merece o que está acontecendo com ele. Com trabalho e com gols, quero fazer o mesmo. Desejo fazer uma boa dupla e mostrar nosso futebol para a torcida do Santos.

‘Sou rápido, que encara o adversário e vai para cima’, Vladimir Hernández

Confira a entrevista exclusiva com Vladimir Hernández:

Muitos santistas não te conhecem. Qual seu estilo de jogo?

Para quem me conhece pouco, sou um jogador rápido, que encara o adversário, que gosta de ir adiante, de ir para cima, faço alguns gols. Não é minha característica (principal fazer gols), mas sou de velocidade.

Está ansioso para se apresentar e conhecer o Santos?

Sim, muito. É um sonho ir ao Brasil, ao Santos, uma equipe tão grande como o Santos, que tem jogadores emblemáticos. Não vejo a hora!

Como reagiu ao saber que o Santos estava interessado em você?


Me surpreendi na hora, mas a oferta foi muito clara. Recebi da melhor maneira possível. Quando me fizeram proposta, falaram que teriam a Libertadores pela frente, é o que qualquer jogador quer, é um sonho também. Estar em uma equipe que já ganhou a competição ajuda.

Gosta do seu apelido? Dá para trazê-lo ao Brasil?

Sou baixinho com personalidade. Acho que o terei no Brasil (risos).