Léo Saueia e Russel Dias
21/10/2016
06:00
Santos (SP)

Como se não bastassem a eliminação nas quartas de final da Copa do Brasil e a chance perdida de ultrapassar o Atlético-MG e assumir o terceiro lugar no Brasileiro, as atuações recentes do Santos têm despertado a ira da torcida nos últimos jogos.

Sem saber se a boa fase vai voltar, o apagão na reta final do nacional deixa dúvidas sobre a volta do Peixe à Libertadores em 2017.

Mas, afinal, por que o Alvinegro caiu de produção no Brasileirão e também na Copa do Brasil?

Além da perda de Gabigol, negociado com a Inter de Milão, e dos frequentes desfalques por lesão ou mesmo por convocação para a Seleção Brasileira, a equipe de Dorival Júnior encontra dificuldades para imprimir o ritmo que já arrancou aplausos na Vila.

No último jogo de Gabriel, contra o Figueirense, foram dez arremates certos. A equipe criou bastante, mas acabou derrotada. Depois disso, a equipe mantém uma média de quatro finalizações certas por confronto.

A vitória sobre o Galo, no dia 14 de agosto, na Vila, foi a última em que o time venceu por três gols de vantagem. Até então, o Peixe tinha o mérito de ser o único do Brasil a marcar o dobro de gols em relação aos sofridos.

Outra estatística que aumentou foi a de lançamentos. Acostumado a tocar de pé em pé, o Santos fazia em média dez lançamentos. Mas abandonou a estratégia diante de algumas retrancas e chegou até a dar 21 chutões na derrota para o América-MG, por exemplo. No clássico contra o Corinthians, em que venceu de virada nos últimos minutos, chegou a 30 tentativas de ligação direta da defesa para o campo de ataque.

Entre os clássicos contra Corinthians e São Paulo (sete jogos), o Peixe não conseguiu trocar 400 passes por partida. Já contra o Grêmio, em casa, a equipe se viu obrigada a dar 573 toques, a maioria entre defensores, para tentar encontrar espaços na defesa dos reservas do Tricolor gaúcho, sem sucesso.
Na mesma noite em que foi eliminado na Copa do Brasil, viu o Botafogo se aproximar no BR-16.

Mais uma vez, o desempenho nos últimos meses define o futuro do Peixe. Se querem voltar à Libertadores, Dorival e companhia precisam reencontrar seus melhores feitos.