Léo Saueia
08/10/2016
18:23
São Paulo (SP)

A organização era de festa. Centenário da Vila Belmiro, despedida de Léo, adeus "atrasado" de Giovanni... O jogo entre Santos e Benfica era apenas um detalhe para os 10 mil presentes na tarde deste sábado no Templo do Futebol. E o resultado agradou a todos: empate por 1 a 1.

O clima era de festa, mas com a bola rolando não houve nada disso. O Guerreiro da Vila e o Messias começaram no banco, assistindo aos profissionais de Santos e Benfica os homenagearem da melhor maneira possível: jogando futebol de forma séria.

Após Ricardo Oliveira desperdiçar chance cara a cara com o goleiro Ederson e Cervi e Salvio perderem oportunidades claras, o tempo fechou. Cervi deu entrada dura no veterano Renato e os santistas foram tirar satisfação. Parecia até que a rivalidade construída entre os dois times desde a década de 60 não foi esquecida.

Com os ânimos depois controlados, o Peixe dominou e ainda deixou de abrir o placar novamente com Ricardo Oliveira e, principalmente, com Copete. Mas com menos de meia hora de amistoso, o técnico Dorival Júnior já havia reteirado quase todo seu time titular de campo. Afinal, o clássico de quinta-feira com o São Paulo está longe de ser amistoso...

Com constantes trocas e natural perda de padrão, o Benfica começou a se soltar. Rui Vitória manteve o time titular até a entrada de Léo nos minutos finais da primeira etapa. O Guerreiro da Vila e Reizinho de Portugal estava em casa. Não havia lugar melhor para encerrar a mais vitoriosa história santista pós-Pelé.

Do lado do Peixe, Giovanni, vestindo a camisa 10 que o eternizou como Messias, entrou na vaga de Ricardo Oliveira e com direito ainda à faixa de capitão. O desempenho dos dois ídolos aposentados não merece avaliação. A história era revivida e só isso bastava na Vila.

O segundo tempo foi ainda mais desconfigurado. O Benfica também trocava suas peças e rodava o time. Logo aos 30 segundos, Lucas Veríssimo cometeu pênalti no jovem José Gomes. Salvio converteu e abriu o placar, sem chances de defesa para o goleiro John.

Outro estreante, o zagueiro Fabian Noguera quase empatou de cabeça, sua principal virtude. Mas foi pouco até a sequência de gols impedidos marcados por Rodrigão, ambos anulados pela arbitragem. Lucas Veríssimo, na sequência, cometeu novo pênalti no mesmo José Gomes. O árbitro marcou. O jovem português bateu e o goleiro João Paulo mostrou estrela ao defender em seu primeiro contato coma  bola.

Ninguém mais ligava para o jogo. Todos centravam os olhares para um baixinho à beira do campo. Camisa 3. Seriedade no olhar. Será que dá jogador? Já deu. E como deu! Léo voltou ao palco onde se tornou ídolo e detentor de oito títulos.

A inspiração no Guerreiro fez ainda o Peixe chegar ao empate. Não que fosse importante, mas era o placar simbólico que faltava para a cereja do bolo. Noguera aproveitou sobra na área e cabeceou para o gol. Ederson falhou e espalmou para dentro. Tudo igual. Festa de Léo. Festa de Giovanni. Festa da Vila Belmiro. Festa do futebol! 


FICHA TÉCNICA
SANTOS 1 X 1 BENFICA

Local: Vila Belmiro, Santos (SP)
Data-Hora: 8/10/2016 - 16h05
Árbitro: Raphael Claus
Auxiliares: Rogério Pablos Zanardo e Bruno Salgado Rizo
Público/renda: 10.149 pagantes/R$575.152,00
Cartões amarelos: Luiz Felipe (SAN), Cervi (BEN)
Cartões vermelhos: -
Gols: Salvio (1'/2ºT) (0-1) e Noguera (42'/2ºT) (1-1)

SANTOS: Vanderlei (John, no intervalo) (João Paulo, 25'/2ºT); Victor Ferraz (Daniel Guedes, aos 36'/1ºT), Luiz Felipe (Noguera, aos 36'/1ºT), David Braz (Lucas Veríssimo, no intervalo) e Zeca (Caju, aos 36'/1ºT); Renato (Yuri, aos 25'/1º) (Walterson, aos 15'/2ºT), Thiago Maia (Léo Cittadini, aos 36'/1ºT) (Fernando Medeiros, aos 17'/2ºT) Elano (Vecchio, aos 36'/1ºT) (Matheus Oliveira, 15'/2ºT) e Jean Mota (Paulinho, aos 40'/2ºT) (Joel, aos 17'/2ºT); Copete (Rafael Longuine, no intervalo) e Ricardo Oliveira (Giovanni, aos 30'/1º) (Rodrigão, aos 4'/2ºT) (Léo, 39'/2ºT). Técnico: Dorival Junior.

BENFICA: Ederson; André Almeida (Alan Benítez, aos 2'/2ºT), Lisandro López (Rúben Díaz, aos 12'/2ºT), Luisão e Eliseu (Yuri Ribeiro, 25'/2ºT); Celis, Danilo e Cervi (Dálcio, aos 20'/2ºT); Salvio, Carillo (Léo, aos 39'/2ºT) (Carillo, no intervalo) (Diogo Gonçalves, aos 12'/2ºT) e Jovic (José Gomes, no intervalo). Técnico: Rui Vitória.