Crefisa - Palmeiras

José Roberto Lamacchia, Paulo Nobre e Leila Pereira voltaram a falar a mesma língua

Fellipe Lucena e Thiago Ferri
29/01/2016
08:00
São Paulo (SP)

O acordo do Palmeiras com Crefisa e FAM, empresas que pertencem ao casal José Roberto Lamacchia e Leila Pereira, pode render mais de R$ 80 milhões ao clube neste ano. Além dos R$ 58 milhões que serão pagos para estampar as marcas na camisa, os parceiros ainda vão desembolsar quantia que pode chegar perto dos R$ 22 milhões em gastos com o atacante Lucas Barrios, o zagueiro Vitor Hugo e a reforma na Academia de Futebol.

A Crefisa é responsável por todos os custos da contratação de Barrios, feita no ano passado. Serão R$ 40 milhões gastos até o meio de 2018, quando o contrato do paraguaio chegará ao fim. O valor inclui a rescisão com o Spartak (RUS), luvas e salários. De acordo com o orçamento de 2016, a empresa desembolsará pouco mais de R$ 1 milhão por mês com o atleta. Ao todo, serão R$ 12,5 milhões até dezembro.

Também no ano passado, a empresa assumiu os custos da compra do zagueiro Vitor Hugo, de quase R$ 6 milhões. Deste valor, R$ 1,3 milhão serão pagos em 2016. O orçamento do clube prevê aporte mensal pouco acima dos R$ 109 mil.

Além disso, há o acordo para a reforma da Academia de Futebol, algo que não foi previsto em orçamento. No ano passado, a Crefisa assumiu a obra, que vinha andando a passos lentos com dinheiro do Fundo Brahmeiro (incentivo da Ambev aos clubes brasileiros). O novo edifício que está sendo construído no CT do Verdão custará R$ 8 milhões.

Essas obras pararam após o atrito entre Leila Pereira e Paulo Nobre, em novembro de 2015. A Crefisa pediu que essa ajuda passasse a ser documentada, em um contrato separado. As partes não divulgaram se já houve acordo sobre este tema, algo que será esclarecido nesta sexta-feira, a partir das 12h30, na entrevista coletiva que marcará o anúncio da renovação do patrocínio do uniforme, na Academia.