RADAR/LANCE!
07/07/2016
21:14
Rio de Janeiro (RJ)

O Brasil está pronto para oferecer um ambiente seguro e pacífico, tal qual como foi demandado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. A afirmação foi feita nesta quinta-feira pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, durante encontro com jornalistas da mídia internacional.

O ministro destacou a importância do papel da imprensa no sentido de mostrar ao mundo o planejamento integrado de segurança feito pelo Brasil, baseado em três eixos de atuação: Defesa, Segurança Pública e Inteligência.

Segundo ele, tudo o que foi planejado já foi cumprido e todos os eixos já estão com suas tropas, equipamentos e ações em dia, prontos para entrar em ação, o que acontecerá nos próximos dias, com a proximidade da Olimpíada e Paralímpiada. O ministro destacou que, mesmo tendo enfrentado momentos difíceis nos cenários político e econômico, além de problemas no Rio de Janeiro, os Jogos serão realizados com todo o sucesso.

- Essas serão as Olimpíadas da superação, mesmo com todas as dificuldades, vamos realizar os Jogos a contento - afirmou.

Raul Jungmann também explicou quais são as atribuições da Defesa, que atuará com cerca de 41 mil militares, estabelecidas no Plano Estratégico de Segurança Integrada (PESI), e destacou a importância do documento. O ministro falou ainda sobre as ações extras voltadas ao policiamento ostensivo em algumas vias do Rio de Janeiro, que serão executadas para atender ao pedido do governo do estado. Ele lembrou que, além disso, as Forças Armadas contarão com militares em contingência que também poderão entrar em cena em caso de necessidade.

Ao falar sobre o enfrentamento ao terrorismo, o ministro destacou que, apesar de não ter tradição nesse tipo de ataque, o Brasil está preparado para lidar com qualquer tipo de ameaça.

- O Brasil é um país pacifico, mas não é um país desarmado, não é um país que não saiba se defender e, se necessário, não tenham dúvidas de que vamos atacar - disse.

Comprovando a intensa sinergia entre os três eixos de segurança e representando o setor de Inteligência, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general Sergio Etchegoyen, também participou do encontro.

Segundo o general, o país contará com um centro de inteligência nacional , que ficará em Brasília; com centros regionais em cada uma das cidades-sede do futebol olímpico e, no Rio de Janeiro, com duas estruturas: o Centro de Inteligência dos Jogos e o Centro de Inteligência e Serviço Estrangeiros, que já conta com a colaboração de mais de 116 países.

Os dois ministros informaram ainda que, no início de agosto, acompanhados pelo ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, eles estarão no Rio de Janeiro para acompanhar de perto as ações de segurança e, no decorrer do evento, se revezarão de forma que sempre pelo menos um deles esteja no local. O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, almirante Ademir Sobrinho, e o assessor especial para Grandes Eventos do Ministério da Defesa, general Luiz Felipe Linhares, também participaram da conversa com os jornalistas estrangeiros.