Dérbi: Leivinha e Rivelino na final histórica do Paulistão de 1974, com vitória do Verdão (Acervo/Gazeta Press)

Rivelino ganhou projeção defendendo o Corinthians.  Mas saiu do Parque São Jorge marcado por não ter levado o time ao título do Paulistão de  1974  (foto). No ano seguinte foi para o Flu / Acervo/Gazeta Press)

ROBERTO ASSAF
01/01/2016
17:25
Colunista do LANCE!

Roberto Rivelino, um dos maiores craques da história, 120 jogos e 40 gols pela Seleção Brasileira, está completando 70 anos neste 1º de janeiro. Mas na memória dos amantes do futebol, principalmente do torcedor mais veterano, continua sendo o "Garoto do Parque", ou “Patada Atômica”, apelido que ganhou do locutor Waldyr Amaral, pela potência de seu chute.

O monstro surgiu no Indiano, clube amador da capital, e foi revelado pelo Corinthians, onde chegou em 1963, para as divisões de base, até alcançar o profissional, em 1965. Em 1970, obteve o título mundial, quando viveu o auge da carreira.

A longa trajetória profissional de Rivelino começou na quarta-feira, 13 de janeiro de 1965, no Estádio da Ilha do Retiro, onde o Timão venceu o Santa Cruz por 3 a 0, com um gol dele, pelo Torneio Pentagonal do Recife. O Corinthians conquistou o título.

Depois de 471 jogos e 141 gols em 10 anos com a camisa alvinegra, Rivelino foi para o Fluminense, estreando exatamente contra seu ex-clube, no sábado de Carnaval, 8 de fevereiro de 1975, marcando três vezes na goleada de 4 a 1, num Maracanã com 40.547 pagantes. No Rio, o craque ganhou o bicampeonato carioca em 1975 e em 1976, como a estrela maior do time chamado "Máquina", por reunir apenas jogadores de seleção. Além dele, entre outros, Renato, Carlos Alberto Torres, Edinho, Rodrigues Neto, Paulo César Caju, Gil, Dirceu, Doval.

Em 1978, após disputar três Copas do Mundo - México 1970, Alemanha 1974 e Argentina 1978 - Rivelino transferiu-se para o El Hilal, da Arábia Saudita, onde encerrou carreira, em 1981. Por tudo que jogou, Rivelino é hoje figurinha carimbada em qualquer enciclopédia sobre futebol.

Seleção Brasileira 
Rivelino estreou na Seleção em 16 de novembro de 1965, curiosamente num jogo em que o Corinthians, vestindo camisas azuis oficiais, representou a Confederação Brasileira de Desportos (CBD), em Londres, diante do Arsenal / ING, que venceu por 2 a 0. Desde então, e até a vitória de 2 a 1 sobre a Itália, em 24 de junho de 1978, na partida que decidiu 3º e 4º lugares no Mundial da Argentina, o craque fez 120 jogos - recorde superado pelo lateral Cafu em 2003 – e 40 gols. Foram 81 vitórias, 27 empates e 12 derrotas. Além do título mundial em 1970, ganhou a Taça Oswaldo Cruz em 1968 e 1976, a Copa Rio Branco em 1968 e 1976, a Copa Roca em 1971 e 1976, a Taça Sesquicentenário da Independência do Brasil em 1972, a Taça do Atlântico em 1976, e o Torneio Bicentenário da Independência dos EUA em 1976. Foi 4º no Mundial de 1974 e 3º no de 1978.

Curiosidades
Roberto Rivelino nasceu em São Paulo, Capital, em 1º de janeiro de 1946. No Corinthians, Rivelino conquistou o Pentagonal do Recife (1965), o Torneio Rio-São Paulo (1966), o Torneio Internacional de Turim / Itália (1976), o Torneio Costa do Sol / Espanha (1969) e o Torneio do Povo (1971). E foi vice-campeão paulista em 1966, 1968 e em 1974. No Fluminense, Rivelino conquistou a Taça Guanabara (1975), o Campeonato Estadual (1975 e 1976), o Torneio de Paris / França (1976) e o Torneio de Viña del Mar / Chile (1976). No Al Hilal, o Campeonato Saudita (1980 e 1981).

Gols
São muitas as imagens emblemáticas de Rivelino, mas não seria exagero destacar dois gols fabulosos. O do empate de 1 a 1 contra a Tchecoslováquia, cobrando falta, na Copa de 1970, abrindo caminho para a vitória de 4 a 1 e para o tri mundial, e o do triunfo de 1 a 0 sobre o Vasco no Carioca de 1975, quando concluiu após praticar o seu fabuloso “drible do elástico” no apoiador Alcir. Vida longa, pois, ao “Garoto do Parque”.