Eduardo Baptista terá de estudar bastante para armar a defesa tricolor (Foto: Nelson Perez/Fluminense F. C.)

Eduardo Baptista foi o último da nova safra de treinadores a treinar o Flu (Foto: Nelson Perez/Fluminense F. C.)

Vinícius Britto
28/02/2016
10:00
Rio de Janeiro (RJ)

Quando perguntado sobre o perfil do novo técnico, Peter desconversou. Mas é possível perceber uma mudança na filosofia tricolor na busca por um novo técnico. Se antes o Fluminense estava investindo em nomes mais jovens, com novas ideias e capazes de desenvolver um trabalho moderno, agora o foco é outro. A busca é por um nome experiente e vencedor, que possa encarar a pressão de dirigir um clube que almeja conquistas de expressão em 2016.

Por conta disto, como o L! antecipou, a diretoria tricolor conversa com Levir Culpi. Experiente - completando 63 anos neste domingo - e já consagrado no mercado nacional, com títulos nacionais pela dupla mineira Cruzeiro-Atlético, o treinador é de um perfil completamente diferente dos seus antecessores.

Depois de um período tendo técnicos como Muricy Ramalho, Abel Braga e Vanderlei Luxemburgo, a diretoria tricolor decidiu apostar no perfil de um técnico jovem e querendo se consolidar no mercado. Cristóvão foi o primeiro, seguido por Ricardo Drubscky, Enderson Moreira e, por último, Eduardo Baptista. Mas o curto período de trabalho que ambos tiveram comprovou que o modelo adotado não deu certo. 

Além disso, pesa também o lado financeiro. Desde o fim da parceria com a Unimed, o clube adotou uma política de contenção de gastos. Com jogadores caros - como Henrique e Diego Souza - além da construção do Centro de Treinamento, na Barra da Tijuca, a intenção era em não gastar muito em um treinador. Mas os insucessos, aliados a pressão dentro das Laranjeiras, fizeram com que a diretoria mudasse de ideia e considerasse abrir os cofres.