Bruno Cassucci e Gabriel Carneiro
16/06/2016
12:43
São Paulo (SP)

O Corinthians acumula insucessos no início da busca por um substituto para o técnico Tite, que foi para a Seleção Brasileira. Nos últimos dias e horas, o Timão fez sondagens a alguns técnicos empregados e recebeu recusas deles. A última foi de Roger Machado, treinador do Grêmio.

Elogiado pelo próprio Tite, Roger Machado é visto como um profissional de perfil parecido com o ex-comandante corintiano. Não só pelo modelo de jogo que adota, priorizando as trocas de passe e a solidez defensiva, mas também por seu modo de se relacionar com os atletas. Contudo, em contato com a diretoria alvinegra, ele avisou que não pretende deixar o Tricolor gaúcho neste momento.

O discurso de Roger foi parecido com o de Eduardo Baptista, da Ponte Preta. Sondado pelo Corinthians antes mesmo de Tite decidir aceitar a proposta da CBF, ele avisou que quer cumprir seu contrato com a Macaca. O fato de ser de Campinas e possuir forte ligação com o clube e a cidade pesaram para que ele logo descartasse a ida para o Parque São Jorge.

O mesmo se passou com Fernando Diniz, que se destacou no último Paulistão pelo Osasco Audax. Ele alegou um compromisso ético com a diretoria do clube, que está na Série B do Brasileirão. Diniz é muito próximo a Mario Teixeira, dono do Audax, e acredita que ainda não é o momento de assumir um desafio deste porte em sua carreira.

Todos estes técnicos também ponderam a pressão que será substituir neste momento Tite, apontado como o melhor do Brasil e um ídolo da Fiel torcida.

Contudo, há quem se anime com a possibilidade. É o caso de Oswaldo de Oliveira, um dos cotados pela diretoria corintiana. O treinador está disposto a romper o contrato com o Sport e voltar ao clube no qual foi campeão mundial em 2000 e brasileiro em 1999.

Ele agrada sobretudo a Roberto de Andrade, presidente alvinegro, com quem mantém boa relação. Contudo, o técnico também sofre resistência por conta dos maus resultados recentes. Ele passou sem títulos por Santos e Palmeiras nos últimos anos.

Oswaldo tem algumas características que são vistas como fundamentais pela cúpula corintiana. Ele gosta de utilizar tecnologia e dá ouvidos aos analistas de desempenho, algo valorizado pelo Timão, que tem o Cifut (Centro de Inteligência do Futebol). Além disso, não costuma fazer pressões públicas à diretoria e é apontado por jogadores como alguém fácil de se relacionar.

O Corinthians, porém, também pensa em inovar. Se com Fernando Diniz não deu certo, a diretoria acredita que com o ex-jogador Sylvinho pode dar. Ele já fez estágio no próprio Timão e hoje é auxiliar da Inter de Milão, da Itália.

- Simpatizo com um monte de gente, mas isso não quer dizer nada. Não deu tempo de pensar, estou mastigando a notícia. Quero colocar a cabeça no lugar. Perfil do Corinthians não é alternar treinador por qualquer resultado, então a escolha fica ainda mais difícil. Vamos tentar chegar muito próximos ao perfil, para ter treinador por tempo grande - afirmou o presidente alvinegro, Roberto de Andrade.

Como não chegou a formalizar propostas, apenas procurou os treinadores para saber o interesse deles, o Timão não conversou com a diretoria de nenhum clube.

Enquanto o clube busca um novo treinador, o auxiliar Fábio Carille comandará o Corinthians na noite desta quinta-feira, contra o Fluminense, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.