Torcedores do Corinthians retidos no Maracanã (Foto: Igor Siqueira)

Torcedores do Corinthians retidos no Maracanã após o jogo da 32ª rodada (Foto: Igor Siqueira)

LANCE!
23/10/2016
22:20
São Paulo (SP)

O Corinthians emitiu uma nota oficial na noite deste domingo para condenar a atitude da Polícia Militar do Rio de Janeiro, após o duelo com o Flamengo no Maracanã. Cerca de três mil torcedores, segundo números da própria PM e do clube paulista, foram retidos no estádio para tentativa de identificar os responsáveis por espancar um policial.

Os corintianos foram obrigados a tirar as camisas que vestiam, já que a PM tinha uma tatuagem como pista de um dos agressores. Foram mais de três horas de inspeção, com liberações de cinco em cinco pessoas. Casais, mulheres e crianças foram os primeiros a serem dispensados. 

Confira a nota oficial emitida pelo Corinthians:

"O Sport Club Corinthians Paulista repudia a atitude covarde tomada pela Polícia Militar do Rio de Janeiro após o jogo da tarde deste domingo (23) contra a equipe do Flamengo.

A fim de capturar 40 torcedores que supostamente se envolveram em briga com policiais, a PM aprisionou 3 mil torcedores do Corinthians no Estádio do Maracanã, fez com que todos eles tirassem a camisa e está liberando a saída de cinco em cinco pessoas.

É inaceitável que uma briga aconteça dentro do estádio entre alguns torcedores e a Polícia e a mesma não tenha capacidade de prender em flagrante os envolvidos, fazendo com que todos os outros corinthianos que lá estejam sejam agredidos como cidadãos.

A segurança dentro dos estádios já não está boa há muito tempo. Esta ação covarde e despreparada da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro é mais um triste episódio. A barbaridade cometida esta noite precisa ser avaliada pelas autoridades públicas competentes, a fim de que as pertinentes punições não se restrinjam aos torcedores envolvidos na briga.

O Corinthians exige uma atitude urgente do Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro para punir o descalabro perpetrado esta tarde por policiais militares no estádio do Maracanã".