Thiago Salata
11/12/2016
21:47
São Paulo (SP)

Palmeiras campeão e “melhor em tudo”, Internacional pela primeira vez na Série B, Botafogo e Atlético-PR de volta à Copa Libertadores. Assim acabou o Brasileirão de 2016, sem grandes surpresas na rodada final.

Só uma goleada que tirasse cinco gols para o Vitória no saldo salvaria o Inter, que empatou em 1 a 1 com o Fluminense. Impossível para uma equipe que venceu apenas 11 vezes em 38 rodadas e sofreu 17 derrotas. A diretoria que por muito tempo acreditou na bobagem que “time grande não cai” vai para a Série B, por um ridículo trabalho em que quatro treinadores passaram pelo Beira-Rio: Argel, Falcão, Celso Roth e Lisca. O roteiro da queda estava desenhado há muito tempo...

A única surpresa é olhar para as campanhas e notar que, depois do campeão Palmeiras, que liderou por 29 rodadas, o time que mais ficou na ponta foi justamente o Internacional: três. A curta ilusão de maio e junho logo se apagou com o clube despencando na classificação. Time grande que não trabalha direito cai, sim. E volta no campo, se trabalhar para isso. Vários gigantes já caíram no Brasil e no mundo e se reergueram. É a vez de o gigante Colorado aceitar seus erros e voltar à Série A, lugar de onde o clube mereceu, sim, ter saído. O trabalho de reconstrução fica para uma nova diretoria...

O Palmeiras “ajudou” ao vencer o Vitória, que pouco se preocupou ao saber do resultado do Inter. Os reservas do campeão brasileiro levaram o clube à histórica campanha de 80 pontos: segunda melhor dos pontos corridos, só atrás do Corinthians do ano passado (81). Foram 44 pontos no segundo turno, o melhor turno de todos os tempos.

Cuca se despede do Palmeiras com o melhor ataque (62 gols) e a melhor defesa (32) do Brasileirão. O Verdão vai forte à Libertadores, que terá Botafogo e Atlético-PR. O fraco Corinthians entraria na sexta vaga se não errasse tanto de novo. Não mereceu ir à competição.

Acabou o Brasileirão, com novas e justas homenagens à Chape.

OS ARTILHEIROS

Três jogadores dividiram o posto de artilheiro do Campeonato Brasileiro: Fred, do Atlético-MG, Diego Souza, do Sport, e William Pottker, da Ponte Preta. Sem entrar em campo na última rodada por conta do W.O. dupla de Chapecoense e Galo, Fred foi alcançado pela dupla. Diego marcou o seu na vitória sobre o Figueirense e Pottker balançou a rede contra o Coritiba. A edição de 2016 ficará marcada como a que teve os piores artilheiros na era dos pontos corridos: 14 gols cada. A pior marca era de Souza, do Goiás, com 17 gols no Brasileirão de 2007. A competição é disputada neste formato com 20 clubes desde 2006.