Jefferson - Botafogo

Capitão alvinegro segue com a confiança de todos dentro do clube (Foto: Jorge Rodrigues/Eleven/Lancepress!)

Felippe Rocha
05/05/2016
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

Seria difícil não se abater. Logo após o gol do Vasco, no último domingo, Jefferson, caído no gramado, abriu os braços, como quem acusasse o golpe pela falha. Ele saiu mal do gol no lance, reconhece. Porém, como capitão, logo reergueu a cabeça e mantém a habitual serenidade. Ao ponto de não se ver desesperado para, neste domingo, na segunda partida da decisão, se redimir da falha cometida.

– Temos que tomar cuidado também. Excesso de vontade, às vezes não dá certo. Sou muito profissional. Se o trabalho não tivesse sido bem feito... mas se pegarmos os últimos jogos, fui bem. Não é hora de alarmar, é hora de continuar fazendo bons jogos. Tem que ter tranquilidade. Mesmo se formos campeões, não podemos achar que está tudo certo. Se não formos, não podemos achar que está tudo errado. Na rua, sinto o apoio dos torcedores. Não é por uma bola que vamos desestabilizar tudo que estamos fazendo na competição – explica.

Mais que isso, Jefferson mostra autocrítica elevada. Apesar de admitir que, no fim das contas, não foi a melhor decisão, lembra que a decisão de ir ao encontro de Jorge Henrique já estava tomada. Voltar ao gol, com isso, seria perigoso.

– Foi uma infelicidade. Às vezes você tenta e não dá certo. Fui decidir, mas, no meio do caminho sabia que não ia dar. Eu sabia do risco. Como em outros lances, em que eu sabia do risco e deu certo. Tem bolas que você tem que sair de líbero. Goleiro não pode ficar no meio do caminho. É fração de segundo. Graças a Deus, depois daquele lance, mantive a regularidade. Após todos os jogos eu faço uma análise. Às vezes, nós ganhamos o jogo por 2 a 1 e eu acho que poderia ter ajudado mais. Tem jogos que saio chateado, mesmo ganhando. Se empatássemos, daria uma amenizada.