Vasco x São Paulo

Jogo entre Vasco e São Paulo foi interrompido por conta de canto homofóbico (Foto: Divulgação/CBF)

Fabio Chiorino e Rodrigo Borges
27/08/2019
08:23

Aos 19 minutos do segundo tempo do jogo contra o São Paulo, domingo, o árbitro Anderson Daronco interrompeu a partida para conversar com o técnico do Vasco, Vanderlei Luxemburgo. O motivo eram cantos homofóbicos vindos da torcida cruz-maltina e que poderiam custar caro ao clube: em junho, o STJD soltou ofício informando que pode haver punição até com perda de pontos para equipes cujas torcidas tenham atitudes relacionadas à homofobia. Luxemburgo e Yago Pikachu pediram à torcida que parassem com a atitude. Ontem, foi a vez do Vasco se manifestar. Em comunicado, o clube repudiou a atitude vinda da arquibancada. "A plateia de um estádio de futebol e a sociedade de forma geral passam por processo de aprendizado e de conscientização necessário para que os atos de preconceito fiquem no passado – um triste passado, diga-se", afirma parte da nota, que termina dizendo ainda que "o Vasco é a casa de todos". Completa-se um momento histórico, com um dos times de maiores torcidas do país, dos mais tradicionais e vencedores, se posicionando sem medo na luta contra um preconceito que causa mortes: o Brasil é o país onde mais acontecem assassinatos de pessoas LGBT. E são raras as atitudes para combater este mal no futebol. O Bahia é outro clube que tem se posicionado a favor da inclusão. A nota vascaína é importante e deveria ser acompanhada pelos demais clubes. Por medo de punição ou não, é hora de o mundo do futebol agir de fato para levar a civilidade aos estádios.

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