Vasco x Bangu

Tiago Reis aproveitou uma chance, mas o Vasco teve problemas de pontaria (Andre Melo Andrade/AM Press)

Felippe Rocha
24/03/2019
08:20
Rio de Janeiro (RJ)

A derrota deste sábado teve requintes de crueldade para o torcedor do Vasco: gol do xodó, time cada vez mais ofensivo, Maxi López em campo após pedidos, mas um contra-ataque letal faz pensar. O time que estava invicto no ano até a semana passada e que já está garantido na semifinal do Estadual está mesmo às mil maravilhas?

O sinal amarelo precisa ser visto por jogadores, comissão técnica e pela arquibancada também. Embora a espinha dorsal da equipe de Alberto Valentim esteja clara e que as melhores opções estejam ganhando minutos, alguns fatos exigem ressalvas.

Primeiro: o Vasco tomou dois gols, em casa, dos dois melhores times pequenos deste Campeonato Carioca. Goleou, mas penou contra o Volta Redonda; agora, o Bangu obteve resultado histórico para a história pós-Castor de Andrade da equipe alvirrubra. O Vasco está preparado para adversidades do tipo?

Outro ponto: é da característica do treinador, mas terá vida longa a estratégia tão ofensiva da segunda etapa? Basta criar - como o time, sim, cria - ou é preciso se resguardar e, deste modo, seria melhor não sacar o principal marcador do meio-campo?

A verdade é que, para uma equipe já garantida na semifinal mais importante, o resultado desta noite é menos relevante que o rendimento. Entre acertos - como pareceu ser a escalação de Tiago Reis desde o início, e possíveis erros - o treinador sabe que o rival teve méritos e que o Vasco precisa executar melhor o que projeta.

- O Ado (Souza, técnico do Bangu) está de parabéns pelo trabalho. Já se classificou na frente do Flamengo e do Botafogo. De lição é que temos que criar sempre, nas derrotas e nas vitórias. Temos que continuar evoluindo. Para que, lá na frente, conquistarmos os objetivos que queremos - afirmou Valentim.

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