Zimmerman é esperança do Brasil na marcha atlética

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Após fazer corrida de despedida na Universíade passada e reconsiderar aposentadoria, Moacir Zimmerman se consolida como melhor marchador do Brasil e é esperança na China.
Na cabeça de Moacir Zimmermann, estava tudo decidido. Era correr a prova dos 20km de marcha atlética da Universíade de Belgrado e pendurar a sapatilha. Então com 25 anos, ele próprio já se via sem condições de competir em alto nível. Faltava-lhe motivação.
Quis o destino que ele reconsiderasse sua decisão em pleno último ato. Após liderar boa parte da prova, conquistou o bronze naquela Universíade na Sérvia. E, desde então, sua carreira decolou.
Atualmente, ele é o melhor marchador do Brasil e tem vaga garantida no Mundial de Atletismo de Daegu (CDS), que ocorrerá a partir do dia 27. Além disso, Zimmermann é esperança de medalha para o país na Universíade de Shenzhen (CHN), cuja programação de provas começa neste sábado.
O catarinense de Blumenau obteve o índice para disputar o Mundial de Daegu na semana passada, durante o Troféu Brasil de Atletismo, em São Paulo. Já havia arrumado a mala com destino único a Shenzhen, mas não importou de adicionar mais algumas peças.
- Vou disputar a Universíade e o Mundial com a mesma intensidade. Não importa se as datas são próximas, pois já corri duas vezes seguidas várias vezes. Esta será minha última Universíade e quero muito uma medalha - afirmou Zimermmann, de 27 anos - os Jogos Universitários permitem presença de atletas de no máximo 28.
Recentemente, o atleta ganhou da Confederação Brasileira (CBAt) uma oportunidade de fazer temporada de treinos em Rio Maior (POR), a qual considerou válida. Dono de um recorde pessoal de 1h21m02 (verificar!!!) nos 20km, ele busca o primado brasileiro (1h17m, verificar!!!), que pertence a Sérgio Galdino, justamente quem o apresentou à marcha. A diferença de quase quatro minutos parece grande, mas Zimmermann diz ter como buscá-la.
- Depende da prova, mas é possível alcançar este recorde. E com um tempo deste é possível brigar por medalhas em Mundiais - afirmou.
Após a Universíade de Shenzhen e do Mundial de Daegu, Zimmerman guardará algum fôlego para disputar os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (MEX), em outubro. Depois, o assunto passará a ser apenas um: a Olimpíada de Londres.
A marca que obteve este ano, ele acredita, será superior ao índice a ser determinado pela CBAt. Ou seja, a Olimpíada é um sonho muito real.
Nada mal para quem, há dois anos, idealizava a vida em uma outra marcha.
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