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Volta da França começa neste sábado sob a sombra do doping

Dia 01/03/2016
03:18

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A centésima edição da Volta da França, a mais tradicional prova de ciclismo do mundo, começa neste sábado com a disputa da primeira etapa, às 10h30 (de Brasília, com transmissão da ESPN). Mas o que seria motivo de comemoração deu lugar a apreensão. Essa será a primeira edição do Tour após o americano Lance Armstrong ver seus sete títulos serem cassados depois de confessar o uso de doping.

Diretor da Volta da França, Christian Prudhomme disse que o ciclismo mudou desde o escândalo envolvendo Armstrong. A fim de dificultar ainda mais o uso de doping na prova, o dirigente ressaltou recentemente o acordo celebrado entre a União Ciclística Internacional (UCI) e a Agência Francesa de Luta contra o Doping (AFLD).

– O ciclismo não é um mundo perfeito, mas mudou. Mas eu gostaria de saber o que aconteceria em outros eventos esportivos se o rigor em termos de regras fosse como no Tour. Não estamos garantindo que a disputa será limpa, mas temos progressos. O ciclismo mundial não é o patinho feito que estão apontando por aí – afirmou Prudhomme.

Em sua longa história, a Volta da França já teve três campeões que perderam os títulos por conta de doping. Além de Armstrong, o espanhol Alberto Contador ficou sem o troféu de 2010 e o americano Floyd Landis perdeu o de 2006.

Em contato por e-mail, o diretor de relações com a mídia da Agência Mundial Antidoping (Wada), Ben Nichols, deixou claro que a entidade apenas monitora se as regras estão sendo cumpridas. Ele, porém, fez uma crítica à Volta da França.

"O Tour não está sob nossa jurisdição. Mandamos um observador independente em 2010, mas ele não foi convidado a retornar nas edições seguintes", disse Ben Nichols.

O diretor, no entanto, comemorou o acordo firmado entre a UCI e a AFLD no combate ao doping.

Lance: doping para vencer

Em entrevista ao jornal francês "Le Monde", Lance Armstrong afirmou que é impossível vencer a Volta da França sem fazer o uso de substâncias proibidas.

– É impossível porque trata-se de uma prova de resistência na qual o oxigênio é fundamental. A EPO pode não ajudar um velocista a ganhar os 100m, mas pode ser determinante para um corredor ganhar os 10.000m – disse Lance.

Depois de passar anos negando o doping, o americano confessou no início do ano depois de intensa investigação da Agência Americana Antidoping (USADA).

Ciclista limpo até hoje, Bradley Wiggins não defenderá seu título este ano. O britânico de 33 anos tem uma infecção no peito e uma lesão no joelho esquerdo.

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