Vinotinto de qualidade! Veja a evolução da Venezuela, rival do Brasil
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Ao fazer um exercício de viagem no tempo e voltar pelo menos uma década e meia ao passado, a Venezuela, rival do Brasil neste domingo pela Copa América, não passava de um saco de pancadas. Ao invés de ser a Vinotinto, mal conseguia ser um suco de uva fora da validade. Mas isso mudou. E como! Para a partida no Monumental de Santiago, pelo Grupo C, entra cheia de confiança.
O início da mudança foi com o técnico José Pastoriza, que comandou Grêmio e Fluminense. O argentino buscou uma identidade ao jogador venezuelano. Porém, como diz o ditado, a seleção jogava como nunca, e perdia como sempre.
Rondón marcou o gol da vitória contra a Colômbia (Foto: Rodrigo Arangua/ AFP)
Saiu, e Richard Páez assumiu. Trouxe uma nova preparação física, uma forma de jogar, a tradição Vinotinto, e principalmente, fez a equipe gostar de vencer jogos. Muito graças ao ambiente que criava no país. Mas ainda não conseguiu ir à Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Apesar de ter batido na trave.
Veio Cesar Farias e começaram momentos históricos. Foi com ele que a Venezuela derrotou Argentina e Brasil pela primeira vez na história. Além de ir à semifinal da Copa América de 2011, na melhor participação em todos os tempos da seleção no torneio continental. Em entrevista concedida ao LANCE! em 2012, disse que tinha chegado a hora de enfim a Vinotinto ir para a Copa. Também foi por pouco, mas não conseguiu.
Em seu lugar veio Noel Sanvicente, o treinador de clubes mais vitorioso da história da Venezuela. Começou sua carreira de treinador em 2002 no Caracas. Ficou até 2009 e foi campeão nacional cinco vezes. Depois, no Zamora, levou mais dois canecos. Com ele e com um conjunto consistente, a Vinotinto espera enfim ir à Copa.
COM A PALAVRA
Tony Carrasco, Meridiano TV (VEN)
Pela primeira vez, a seleção da Venezuela vai enfrentar o Brasil com toda essa confiança, sabendo que em campo somos iguais aos adversários, e talvez até chegamos em melhores condições. Vamos ver como podemos aguentar, ver se conseguimos pelo menos arrancar um empate. Mas a Venezuela vai jogar no Monumental de Santiago para ganhar, como se fosse jogar com Peru, Colômbia... Já não há medo da camisa do Brasil. Isso foi tempo, mas agora há mais confiança do que em qualquer outra vez.
Não ter Neymar influencia muito, é uma referência do futebol mundial. A Venezuela pode tirar proveito disso. Mas mesmo sem Neymar, o Brasil é uma grande equipe. Mas conhecendo o técnico Sanvicente, o time vai jogar para ganhar, apesar das diferenças históricas.
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