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Vice do São Paulo temia crise com derrota após declarações de Adalberto

Dia 01/03/2016
03:18

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As fortes declarações de Adalberto Baptista, dadas ao LANCE!Net em entrevista publicada na quinta-feira, causaram desconforto no São Paulo e obrigaram o dirigente a encarar uma saia-justa. Minutos antes da partida contra o Criciúma, Adalberto tomou posse do cargo de diretor secretário-geral em reunião da cúpula e o mal-estar no encontro foi inevitável.

Como braço direito de Juvenal, função que ocupará em sua volta à diretoria, Adalberto sentou à mesa ao lado do presidente e do vice do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva. Leco, como o último é conhecido, foi um dos membros da cúpula que reprovaram a entrevista, em que o ex-diretor de futebol manteve as críticas ao capitão Rogério Ceni e rasgou elogios ao técnico Ney Franco, antecessor de Paulo Autuori.

– Espero muito que a gente ganhe para não sofrer o efeito das declarações – afirmou Leco, antes de a bola rolar na quinta-feira no Morumbi.

– Ficamos surpresos, eu fiquei muito. Quero registrar que é o pensamento isolado, não reflete o da diretoria. Ceni é o grande ídolo do clube e o Autuori é o grande técnico que contratamos, que está mostrando grande resultado – disse Julio Casares, vice de comunicações.

O temor de aliados de Juvenal é que se reviva o auge da crise no Morumbi, no bate-boca público entre Adalberto e Ceni após a derrota na final da Recopa Sul-Americana para o rival Corinthians. Na época, o goleiro disse que o clube parou no tempo e o dirigente rebateu lembrando que Ceni se aproximava do fim de carreira e estava repondo mal a bola por conta de um problema físico. Com a pressão, Adalberto entregou o cargo dias depois.

A manifestação, porém, não deve interferir na relação de Juvenal com Adalberto. Foi o presidente quem antecipou a volta do dirigente ao clube e agora tem planos ousados para ele na cúpula. A confiança é total no ex-homem forte do futebol, tanto que o mandatário bancou seu retorno a contragosto de seus aliados. A tendência, no entanto, é que Adalberto saia de cena agora para evitar pressão.

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