Título da Libertadores do Vasco completa 15 anos nesta segunda
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Hoje é dia de festa na Colina! Há exatos 15 anos, o Vasco derrotou o Barcelona de Guayaquil (EQU) por 2 a 1 e conquistou o título mais importante de sua história: a Taça Libertadores da América. No ano anterior, o clube já havia conquistado o Campeonato Brasileiro. Porém, a pressão por um mais título de peso era grande em São Januário. Até porque o clube estava no ano de seu centenário.
O ex-atacante Donizete "Pantera", que marcou cinco gols da competição, além de um em cada jogo da final, lembrou a pressão da época e o sentimento de missão cumprida após o título.
- Era uma responsabilidade muito grande na época. O Vasco precisava do título no ano do centenário. Havia toda aquela festa do clube, então foi uma felicidade grande. Quando a gente saiu de lá e o juiz apitou, deu um grande alívio de dever cumprido - disse Donizete, em entrevista ao LANCE!Net.
No primeiro jogo da final, em São Januário, Donizete arriscou um chutaço de fora da área e acertou o ângulo, marcando um belo gol. Ao recordar do feito, o artilheiro classificou o tento como uma pintura.
- Eu já fiz muitos gols bonitos, mas aquele foi um belíssimo gol. Até por ter sido em São Januário, com toda aquela festa. E a forma como a bola entrou, no ângulo, foi realmente um golaço, uma pintura - destacou.
Assim como o "Pantera", Luizão marcou um gol em cada jogo da final e foi grande protagonista na campanha do título. Ao comentar a partida, o ex-atacante revelou que o clima hostil do jogo em Guayaquil, que foi de fumaça no vestiário até o arremesso de pedras no gramado, deixou-o mais motivado.
- Eu sempre fui um cara que nunca tive medo de nada. Para mim, eles nos hostilizando foi até um incentivo para que eu pudesse jogar melhor - destacou Luizão, que foi o artilheiro do Vasco na Libertadores, com sete gols.
No segundo jogo da semifinal da competição, a estrela de Juninho Pernambucano começou a brilhar. O Vasco perdia o jogo por 1 a 0 e, com esse resultado, a partida estava indo para os pênaltis. Porém, aos 37 minutos do segundo tempo, o Reizinho acertou uma bela cobrança de falta e garantiu o Gigante da Colina na final.
Quando o feito, que ficou conhecido como gol Monumental, completou 15 anos, há pouco mais de um mês, o Cruz-Maltino presenteou o camisa 8 com uma placa. Ao receber a homenagem, Juninho afirmou que considera o gol, que foi o seu único naquela competição, como o mais importante de sua carreira.
A CAMPANHA
O Vasco estava no grupo 2 da competição, ao lado de Grêmio, América (MEX) e Chivas Guadalajara (MEX). O início não foi bom, com duas derrotas nos dois primeiros jogos. Porém, após arrancar um empate com o América, o Cruz-Maltino aplicou um 3 a 0 no Tricolor gaúcho, em São Januário, e, em seguida, derrotou o Chivas por 2 a 0, chegando ao último jogo da fase de grupos já classificado.
Nas oitavas, uma pedreira logo de cara: o Cruzeiro, atual campeão da Libertadores. Porém, com vitória por 2 a 1 no primeiro jogo, o Vasco conseguiu segurar um empate heroico em 0 a 0, no Mineirão, e avançou para as quartas de final.
Na fase seguinte, mais uma vez o Gigante da Colina tinha o Grêmio pela frente. No primeiro jogo, disputado no Olímpico, o Vasco chegou a abrir 1 a 0, mas acabou cedendo o empate. Em São Januário, no entanto, Pedrinho fez 1 a 0 e o Cruz-Maltino segurou a vantagem até o fim.
Na semifinal, um capítulo de destaque para a campanha. O Vasco teve o temido River Plate (ARG) pela frente. No jogo de ida, na Colina, Donizete garantiu a vitória por 1 a 0. Na segunda partida, disputada no Monumental de Nuñez, o Vasco perdia por 1 a 0 e o placar levava o jogo para os pênaltis. Foi aí que Juninho Pernambucano marcou o gol Monumental, que não sai da cabeça do torcedor vascaíno, e levou o time de São Januário para a final da competição.
O clube armou uma grande festa para o primeiro jogo da final, em São Januário, contra o Barcelona de Guayaquil (EQU) . A torcida compareceu em peso e lotou a Colina. E logo ano início da partida, Donizete marcou um golaço e botou o Vasco em vantagem. Ainda na primeira etapa, Luizão ampliou para o Cruz-Maltino. A partir daí, o time do técnico Antônio Lopes apenas administrou o resultado.
No jogo da volta, no Estádio Isidro Romero, em Guayaquil, o Vasco entrou disposto a garantir a conquista. E Luizão, aos 24 minutos do primeiro tempo, marcou o primeiro gol do Vasco. Já nos acréscimos da primeira etapa, Donizete fez 2 a 0. Com isso, nem o gol de De Ávila, quase no fim da partida, tirou o título de campeão da Taça Libertadores de 1998 do Gigante da Colina.
FICHA TÉCNICA - SEGUNDO JOGO DA FINAL
BARCELONA GUAYAQUIL (EQU) 1 x 2 VASCO
Local: Estádio Monumental Isidro Romero Carbo, Guayaquil (EQU)
Data-Hora: 26/08/1998 - 22h30
Árbitro: Javier Castrilli (ARG)
Auxiliares: Claudio Rossi (ARG) e Jorge Rattalino (ARG)
Público/Renda: 85.000/Não divulgada
Cartões Amarelos: De Avila, Gómez, Montanero, Carabali, Quiñónez e Delgado (BAR), Odvan, Juninho, Carlos Germano, Ramon e Felipe (VAS)
Cartões Vermelhos: Donizete 48'/2ºT (VAS)
Gols: Luizão 24'/1ºT e Donizete 46'/2ºT (VAS), De Avila 34'/2ºT (BAR)
BARCELONA: Cevallos, Gómez, Noriega (Aires - 1'/2ºT), Montanero, Quiñónez e George; Carabali, Morales e De Avila; Asencio e Delgado - Técnico: Ruben Insúa.
VASCO: Carlos Germano, Vágner, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Luizinho (Vítor 43'/2ºT), Nasa, Juninho e Pedrinho (Ramon 29'/2ºT); Donizete e Luizão (Alex 37'/2ºT) - Técnico: Antônio Lopes.
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