Tímido desde a infância e vencedor: este é Durval
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Município de Cruz do Espírito Santo, Paraíba. Um grupo de forró anima a noite tocando para um salão lotado de gente. Enquanto isso, num cantinho bem escondido do local, a presença discreta de um jovem qualquer contrasta com a alegria dos festeiros.
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Mal sabiam os ali presentes que o rapaz, de poucas palavras e que preferia observar a cair na dança, viraria um jogador de futebol, conquistaria a América e, hoje. só por um milagre, não alcançará um feito que nem Pelé, o Rei, conseguiu.
Estamos falando de Severino dos Ramos Durval da Silva, o Durval, que conquistará seu décimo título estadual consecutivo hoje mesmo se o Santos perder por dois gols de diferença para o Guarani, no Morumbi.
Muito perto do feito histórico, (Pelé nunca apssou de três conquistas consecutivas pelo Santos), muito pouco mudou em Durval da infância humilde na Paraíba aos dias atuais.
O zagueiro segue sem gostar de aparecer, opta por fazer seu trabalho quietinho. Quase nunca aceita conceder entrevista coletiva, quando chamado pela assessoria de imprensa, muito menos algo exclusivo.
Antes da decisão, porém, aceitou um bate-papo com a reportagem do LANCENET!, em que fica claro sua predileção pela discrição. A conversa demora a fluir, mas rende muito.
– Prefiro ficar no meu canto. Não gosto de aparecer, sou caseiro mesmo – entrega o zagueiro santista.
A timidez não é quebrada nem por Neymar, fanfarrão do grupo.
– Ele pede às vezes para eu entrar na dancinha, mas dispenso. Acho bacana, mas eles lá e eu cá (risos).
O sorriso vem quando fala da família e da terra natal. Durval sabe que tem do quê se orgulhar. Sua importância para o time é unânime. Hoje, deve conquistar mais um título. A comemoração? Discreta. O principal já foi feito. Este é Durval.
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