Thiago Galhardo: união e superação classificaram o Bangu

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De bem com a vida. Essa era a expressão do meia Thiago Galhardo, do Bangu, ao chegar na redação do LANCE! no Rio de Janeiro na manhã desta quinta-feira. Em dois dias, o jogador enfrenta o Botafogo no Engenhão, pela semifinal da Taça Rio, realizando mais um sonho de sua carreira. Confira abaixo o bate-papo exclusivo do jogador com a reportagem do L!.
Você retornou ao Bangu após uma Taça Guanabara sem pontuar. A equipe já era considerada como uma "virtual rebaixada". O que passou pela sua cabeça nesse momento?
Confesso que minha cabeça ficou um pouco pesada. Muitos me ligaram na época falando que era uma missão impossível. Acabou passando um filme na minha cabeça, a minha primeira passagem pelo clube que tanto amo. Mas segui com fé e acreditei na união do grupo e força do técnico Cleimar Rocha, que nos tirou do virtual rebaixamento e nos deixou nessa semifinal.
Em uma palavra, como você justificaria a evolução do Bangu entre a Taça Guanabara e a Taça Rio?
União. Com a união do nosso grupo, foi possível esse ressurgimento das cinzas no campeonato. Claro que a chegada do técnico Cleimar Rocha nos ajudou muito, além de jogadores bem experientes como Almir e Sérgio Junior. Mas resumindo, foi a união do grupo que fez conseguirmos essa reviravolta.
Imaginava viver algo assim em sua carreira?
Sinceramente, não. No futebol atual, onde tudo é na base da matemática, quase nunca se vê uma história de superação como vivemos nesse Carioca.
Como é poder jogar ao lado do seu irmão, o Gabriel Galhardo?
Sensacional, indescritível. Todo jogador de futebol sonha em jogar ao lado do seu irmão. A vinda dele aqui para o Bangu influenciou em meu retorno. Essa experiência é excelente, uma experiência única para a carreira de um jogador de futebol.
Você passou nove meses no Botafogo, adversário da semifinal. Como você avalia a sua passagem pela equipe?
Boa, bem produtiva. Gostaria de ter ficado, mas por questões políticas isso acabou não sendo possível. Fiz vários amigos por lá, cresci muito profissionalmente lá, tive o Loco Abreu como ídolo. Agora, eles são meus adversários e eu entrarei para vencer e levar o Bangu para a final da Taça Rio.
Na sua estreia pelo Botafogo, diante do América-MG em um amistoso em Juíz de Fora-MG, você foi o autor do gol de empate por 1 a 1. Depois, passou 11 meses sem marcar e balançou as redes duas vezes contra o Resende. Na partida seguinte, enfrenta justamente o Botafogo. Considera isso uma ironia do destino?
Eu acredito muito no destino. Ficar 11 meses sem marcar é muito ruim. Ficava todo jogo ansioso em poder ajudar, mas a bola acabava não entrando. Ainda mais numa posição como a minha. Espero agora não ficar tanto tempo sem marcar e, diante do Botafogo, ter chances de fazer gols e convertê-las para levar o Bangu para a grande decisão.
Qual é a arma do Bangu para enfrentar o Botafogo neste sábado e poder sair de campo comemorando a vitória?
Conheço todo mundo de lá, sei da características do elenco por ter jogado lá. Além do nosso grupo estar muito empenhando. Se em oito jogos, jogamos como grandes, porque não repetiríamos isso nessa reta decisiva? Como sempre digo aos meus companheiros, temos que pensar como time grande.
Passando pelo Botafogo e caso conquiste o título da Taça Rio, o Bangu garante vagas para a Série D do Campeonato Brasileiro deste ano e para a Copa do Brasil de 2013. Como o elenco está a respeito dessa situação?
O Bangu está tranquilo. O mais difícil era chegar na semifinal. Chegamos. Nos livramos do rebaixamento. Tudo que vier agora é prêmio. E recolocar o Bangu em uma competição de nível nacional virou o nosso principal objetivo. Com trabalho árduo, teremos êxito nele.
O que pode esperar do Thiago Galhardo num futuro?
Nunca tinham me feito essa pergunta antes (risos). Bem, podemos esperar num futuro um Thiago Galhardo mais maduro, mais concentrado, não cometendo os mesmos erros de um passado no futebol.
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