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Terror no estacionamento: área do Corinthians gera medo e reclamações

Dia 29/02/2016
23:52

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No dia 3 de junho, a Prefeitura de São Paulo executou ordem judicial e recuperou a área do estacionamento do Parque São Jorge, cedida gratuitamente ao clube desde 1996. A decisão, no fim, virou um tormento para associados, funcionários e até mesmo para a administração do Corinthians. A partir de então, uma série de assaltos, furtos a veículos e ação de flanelinhas foram relatados.

O caso mais emblemático ocorreu no dia 18 de junho, quando, por volta de 14h, um carro teve as rodas roubadas e gerou espanto. Casos semelhantes, como quebra de vidros e roubos de estepe, ocorrem desde o início da manhã até o fim da noite. Segundo o diretor administrativo Eduardo Caggiano Freitas, o clube está "de mãos atadas" na questão da segurança, mas já houve diversas reclamações às autoridades e um pedido de reforço da Polícia Militar.

– Estou acionando a segurança pública. Estou de mãos atadas. É crime federal colocar segurança privada em área pública. Não há como colocar um pessoal armado em uma área que não é nossa. Nós estamos tentando uma instalação de uma base comunitária da Polícia Militar. Hoje, só tenho que rezar para ninguém mais se machucar – disse o dirigente alvinegro, ao LANCE!.

Associados do clube cobram que seja permitida a entrada dos carros na área interna que, segundo eles, só é utilizada por conselheiros e diretores. Nos últimos dias, alguns chegaram a fazer uma barreira de carros para que ninguém passasse pelo portão. Nas redes sociais e em troca de e-mails, há promessa de protestos.

No dia 19 de junho, o Corinthians comunicou em nota no site oficial que, no prazo de um mês, tentaria resolver o problema do estacionamento interno. Até agora, no entanto, os associados são barrados e ainda estão expostos à violência.

– Nós temos 405 vagas para 11 mil associados. Como vou fazer? Não vai caber todo mundo. Estamos tentando readequar a área interna, criando mais vagas, e em breve esperamos ter soluções para atender o maior número possível de pessoas – disse Caggiano.

BATE-BOLA: EDUARDO CAGGIANO - Diretor administrativo do Corinthians

'Queremos uma base da Polícia Militar para nos ajudar no local'

O que o clube pode fazer para a segurança dos associados?
Infelizmente, esses casos não são uma particularidade do clube. Já conversamos com vereadores e o subprefeito, são mais de 20 carros roubados por dia na região. Nós precisamos da ajuda do município para poder melhorar a segurança.

Os associados ameaçam fazer protesto se não puderem usar a área interna do estacionamento.
Estamos conversando, atendendo todo mundo. Não há como abrir a cancela para todo mundo, não cabe. Estamos terminando a pintura do solo e abrindo mais vagas. Acredito que em mais cinco, seis dias tudo termina. Depois, vamos estudar como faremos, se haverá rodízio, quem entrará...

Por enquanto, os associados ainda correm riscos no dia a dia...
Pedimos à Prefeitura que as grades fossem mantidas, mas não quiseram. A decisão não cabia recurso, não havia o que fazer. Há planejamento para se instalar Zona Azul no local. Queremos uma base da PM para nos ajudar.

O ROLO DO ESTACIONAMENTO DO PSJ

Cessão ao Timão
Em 1996, na gestão do prefeito Celso Pitta, a área em frente ao Parque São Jorge foi cedida gratuitamente ao Corinthians, na época presidido por Alberto Dualib. O local, depois, passaria a ser o novo estacionamento.

Na Justiça
Em 2009, o então prefeito Gilberto Kassab entrou na Justiça para recuperar o terreno. A decisão favorável saiu apenas em agosto de 2013, e o clube entrou com recurso. Em setembro de 2014, o clube perdeu em todas as instâncias o último processo na tentativa de manter o estacionamento.

Reintegração
No dia 3 de junho deste ano, já na gestão de Fernando Haddad, a Prefeitura, enfim, executou a ordem judicial e retomou o terreno. As grades foram retiradas e a cancela, derrubada. O clube não pôde mais cobrar estacionamento.

Futuro
A Prefeitura faz um estudo de planejamento para instalar Zona Azul no local, o que poderia tirar a ação dos flanelinhas. Além disso, o clube solicitou que uma base comunitária da Polícia Militar fique no local. A PM já fez um pedido para ocupar o terreno.

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