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Surpreso com libertação de corintianos, pai de Kevin desabafa: 'Tudo muito estranho'

Dia 01/03/2016
03:21

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A libertação de sete dos 12 torcedores corintianos presos em Oruro na última quinta-feira surpreendeu Limbert Beltran, pai de Kevin Espada, morto após ser atingido por um sinalizador durante a partida entre San José (BOL) e Corinthians, realizada no dia 20 de fevereiro.

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Em entrevista ao Terra, Limbert reclamou do andamento das investigações e voltou a cobrar que os culpados sejam encontrados.

- Fiquei sabendo da notícia (liberação de sete torcedores) pela imprensa e fiquei surpreso. Não esperava que fossem libertar nenhum dos doze. E também não consigo entender porque liberam uns e não liberam outros. Está tudo muito estranho - declarou.

- Quero que achem o culpado. Um jovem de 14 anos morreu e isso não pode ficar assim - complementou.

Os outros cinco corintianos presos seguiram detidos por decisão da Justiça local porque foram encontrados resíduos de pólvora em suas mãos ou sinalizadores similares nas mochilas. O fato, determinante na investigação, ainda pode ser revertido se a Justiça considerar que em várias partes do estádio foram disparados artefatos - inclusive da torcida do San José.

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Uma audiência na Bolívia, que deve acontecer nos próximos dias, deve sacramentar a liberdade do restante do grupo em até 20 dias.

Caso Kevin

20/2 - A Morte
Durante o jogo San José 1x1 Corinthians, em Oruro (BOL), pela primeira fase da Libertadores, o adolescente Kevin Beltrán Espada, de 14 anos, é morto ao ser atingido por um sinalizador. Doze corintianos são presos, acusados de autoria ou cumplicidade no crime.

24/2 - Menor se entrega
Após viajar três dias na caravana da Gaviões da Fiel, na volta da Bolívia, o menor H.A.M. concede entrevista à TV Globo e assume o disparo. Se apresenta à Vara da Infância e Juventude de Guarulhos. Dias depois, a Justiça da Bolívia informa que a situação não mudaria.

12/3 - Habeas corpus negado
 O primeiro pedido de habeas corpus é negado e eles seguem detidos. Para ajudar na causa, os advogados alugam uma casa em Cochabamba (200km de Oruro) alegando que eles poderiam responder em liberdade.

14/3 - Novo pedido
Defesa dos torcedores pede outro habeas corpus com mais provas. Com a ajuda da polícia brasileira, os advogados levantam depoimento do menor H.A.M e contam com reportagem da TV Globo, na qual um perito diz ser claro que o menor disparou o sinalizador.

4/4 - Comitiva de brasileiros
Deputados vão até a cidade de Oruro e se reúnem com autoridades locais para tentar a libertação dos 12 corintianos. Pressão e otimismo aumentam.

17/4 - Reconstituição
Após ter uma primeira vez cancelada, torcedores participam da reconstituição do suposto crime. Investigação chega a conclusão que cinco deles estavam fora do estádio no momento do disparo do sinalizador.

3/6 - Mais pressão
O presidente da Câmara dos Deputados da Bolívia, Héctor Arce, discursa a favor dos brasileiros. Diz que o caso deteriora a imagem da Justiça do país no exterior.

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