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Surpreendente, Londrina 'bate' favoritos e briga por playoffs na Superliga

Kleber e Valdivia no camarote da Brahma (Foto:  Foto: Fábio Guinalz / Fotoarena)
imagem cameraKleber e Valdivia no camarote da Brahma (Foto: Foto: Fábio Guinalz / Fotoarena)
Dia 28/10/2015
04:56

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Nem o mais otimista cidadão de Londrina poderia esperar um sucesso tão rápido da equipe de vôlei da cidade, que, nesta temporada, joga pela primeira vez a Superliga. O Londrina/Sercomtel foi a última equipe a ser montada para a disputa da competição – os primeiros reforços só foram contratados em meados de setembro, sendo que as demais equipes já estavam montadas e treinando desde junho.

Mas, quem vê a campanha da equipe não imagina isso. A sétima colocação, com 37 pontos (13 vitórias e 11 derrotas), surpreende. O time paranaense está à frente até mesmo do estrelado time do Vôlei Futuro, que conta com Ricardinho, Leandro Vissotto e Lucão. O time de Araçatuba, aliás, foi derrotado pelos paranaenses, assim como Sesi/SP e Cimed (SC), líderes da competição até o momento.

O orçamento do clube é um dos mais modestos dentre os participantes da Superliga. O Londrina tem disponível cerca de R$ 200 mil por mês para pagar salários de jogadores e comissão técnica, além das despesas com viagens e hospedagens para suas partidas.

Em termos de comparação com equipes maiores, a diferença é gritante. O Pinheiros/Sky, por exemplo, tem orçamento anual de cerca de R$ 5,5 milhões anuais. O Vôlei Futuro estima-se que gasta cerca de R$ 6 milhões em toda a temporada.

O aporte financeiro do time do interior do Paraná vem da prefeitura (R$ 400 mil por ano), de dois patrocinadores (R$ 500 mil por ano) e de bilheteria dos jogos em casa (aproximadamente R$ 300 mil). Segundo Luiz Roberto Maccagnan, o salário mais alto do grupo gira em torno de R$ 14,5 mil mensais.

Pinheiros/Sky (em sexto) e Vôlei Futuro (oitavo) correm sérios riscos de perder a vaga no playoff para os paranaenses, já que o Londrina tem um jogo a menos que o time paulistano e um ponto a mais que a equipe de Araçatuba. A equipe interiorana é o próximo rival do Londrina, na próxima quinta-feira, em Araçatuba.

Na sexta-feira, atuando ao lado de sua torcida, a equipe comandada por Carlos Augusto de Almeida, o Chiquita, foi superada por Blumenau por 3 sets a 2, em jogo adiado da nona rodada. Mesmo assim, manteve-se entre os oito melhores do torneio.


Bate-bola:
Alan (líbero do Londrina/Sercomtel)

LANCENET! - Você é um jogador que conquistou o Mundial da Itália com a Seleção em 2010. O que lhe fez aceitar o convite de Londrina?

Alan: Vi que era um projeto sério, para eu voltar a atuar bem depois de quase dois anos sem jogar em clubes. Para mim, foi muito gratificante vir para cá.

LNET! - No começo do projeto, certamente houve dificuldades...

A: Sem dúvidas. Quando foi montada a equipe, não tinha nem bola para treinar quase. Entramos na Superliga sem jogar nem um amistoso sequer. Como estava no Mundial, cheguei aqui faltando duas semanas para o começo do torneio.

LNET! - O orçamento do time é bem modesto. E o salário? É pago em dia para os jogadores?

A: É complicado. Às vezes atrasa um pouco, sim. Agora está atrasado faz uns 20 dias, e claro que isso atrapalha um pouco. Mas procuramos não pensar nisso. Temos de entrar em quadra e dar o nosso melhor.

LNET! - Qual o segredo para um time pequeno conseguir vencer três dos favoritos na Superliga?

A: O segredo é o trabalho. É o melhor grupo no qual eu já trabalhei. Todos se respeitam demais e isso ajuda a fechar o grupo.


Astros rivais atraem torcida do Londrina para o ginásio

Até o dia 4 de janeiro, a média de público do Londrina em casa, no Ginásio Moringão, era relativamente baixa: 586 pessoas em média nos primeiros cinco jogos – na arena cabem cerca de 3.500 pessoas.

A sexta partida em casa foi justamente nesse dia, contra os astros do Vôlei Futuro. Na ocasião, 3.240 pessoas compareceram ao ginásio para prestigiar o confronto. E não se decepcionaram: o Londrina atropelou o rival por 3 sets a 0.

– O público sem dúvidas foi ao ginásio para ver o Vôlei Futuro. E se surpreendeu, pois nós jogamos muito bem e vencemos. Podemos dizer que foi o jogo da virada. A partir daquele jogo a torcida passou a comparecer mais – disse Luiz Roberto Maccagnan, presidente do Londrina.

Os números comprovam: desde aquele jogo, um triunfo inesperado, foram mais sete duelos em casa. E a média aumentou muito: cerca de 2.786 pessoas por partida.

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