Suécia quebra sequência canadense e leva o Mundial Masculino de curling

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A tarefa era difícil. O adversário era nada menos que o Canadá, tricampeão seguido até então e maior vencedor da competição. Mas nada disso pesou para a Suécia, que com um jogo firme e muito regular, venceu por 8 a 6 e conquistou, na noite deste domingo, o Mundial Masculino de curling pela sexta vez. E onde? Em Victoria (CAN), na casa do rival, que estava tomada por seis mil torcedores. O terceiro lugar ficou com a Escócia.
Com a conquista no Canadá, a seleção sueca tem motivos de sobra para comemorar. A equipe do capitão Niklas Edin, que já tinha levado o título europeu, dá ao país o troféu do Mundial depois de nove anos de jejum e ganha moral para a disputa dos Jogos Olímpicos de Inverno, que serão disputados em fevereiro de 2014, em Sochi, na Rússia.
O vice-campeonato dos canadenses traz um dado curioso. Desde 2009, o Canadá não tinha um campeão mundial pelo menos em uma das duas categorias, no masculino e no feminino. Entre as mulheres, o país não levanta o troféu desde 2008 e viu as escocesas serem campeãs este ano na Letônia. Será o começo de um declínio da maior potência do esporte? Os rivais estão cada vez mais fortes.
O JOGO
O jogo começou com alto nível técnico, sobretudo para o campeão europeu, que pareceu realmente estar disposto a quebrar a sequência de títulos canadenses na casa do adversário. Na primeira parte da final, Niklas Edin e companhia erraram menos e conseguiram pontuar mais, duas vezes com duas pedras antes do intervalo.
Na volta para segunda parte da decisão, os canadenses, pressionados para buscar o empate, erraram e aumentaram ainda mais o prejuízo dentro de casa. Os suecos, que já tinham dois pontos na frente, roubaram uma pedra no sexto end e abriram três pontos de vantagem: 6-3.
Já com um semblante de derrota, a equipe do capitão Brad Jacobs bem que tentou encostar no placar, só que do outro lado tinha uma equipe bem regular, que não dava chance para os maiores campeões mundiais e continuavam a pontuar com duas pedras quando possuíam o martelo, o direito de fazer o último lançamento do end. E o cenário continuou assim até o último lançamento da decisão, que terminou 8 a 6 para os europeus.
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