Sem Dracena e Durval, Bruno Rodrigo assume 'bomba' e tenta 'acertar' zaga do Peixe

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Chance de ouro ou "roubada"? Com as lesões de Edu Dracena e Durval, o zagueiro Bruno Rodrigo ganha mais uma oportunidade para mostrar seu trabalho e se firmar no Peixe. Por outro lado, ele assume a responsabilidade de liderar a zaga do Peixe, setor mais criticado do time.
Nesta quinta-feira, às 21h, contra o Botafogo, no estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, o defensor começa a esclarecer se o "presente" que ganhou é de "grego" ou não.
Independentemente de como atuar nesta noite e no próximo domingo, contra o Linense, Bruno deve estar na lista dos inscritos na Copa Libertadores, já que o Peixe carece de opções no elenco. Contudo, jogar bem ou mal, pode determinar se o zagueiro seguirá no time ou voltará para o banco de reservas quando os titulares da posição retornarem.
Fato é que atualmente o defensor tem muito mais moral com Muricy Ramalho do que tempos atrás. Antes quarta opção para a zaga, Bruno vem ganhando espaço no time desde o final do ano passado e há sete jogos não sabe o que é ficar no banco.
– Tive algumas lesões e hoje já não sinto mais nada, isso prejudicou um pouco. Mas hoje me sinto bem, trabalho sempre com a titularidade em mente, se ela virá ou não, é outra história. O Santos tem outros dois excelentes zagueiros, que são o Durval e o Edu. Trabalho sempre no máximo para dar meu melhor – disse.
A missão de Bruno, contudo, não é nada fácil. Além de ter de suprir a ausência dos titulares da defesa, o zagueiro tenta "dar jeito" ao setor mais criticado do time santista.
Não é para menos. Há três meses a defesa alvinegra, quinta mais vazada no último Brasileirão, não consegue terminar uma partida sem sofrer gols. A última vez que isso aconteceu foi no dia 6 de novembro, contra o Vasco, na Vila Belmiro.
Se a tarefa é difícil, a recompensa, porém, faz o esforço valer a pena. Depois de dois anos no Santos, Bruno engata sua maior sequência como titular e pode se firmar na equipe. Se conseguir arrumar a zaga do Peixe, o zagueiro resolve um problema e cria outro para Muricy, que terá de escolher alguém para deixar o time.
Bate-bola com Bruno Rodrigo, zagueiro do Santos
"Me sinto em casa e feliz jogando no Santos"
LANCENET!: Você tem mantido uma boa sequência de jogos como titular desde o ano
passado. Acha que com as lesões de Edu Dracena e Durval sua
responsabilidade aumenta?
Bruno Rodrigo: Responsabilidade tem em todo o jogo, independente desse (contra o
Botafogo) ou de qualquer outro. Trabalho sempre para isso, dar meu
melhor e estar sempre à disposição para quando for necessário.
L!NET: Acha que pode se firmar e ser titular na Copa Libertadores?
BR: É um campeonato muito importante. Mas, independentemente de começar
jogando ou estar no banco, quando a oportunidade aparece temos que
procurar dar o melhor para ajudar o grupo todo.
L!NET: Você era pouco aproveitado logo que chegou ao clube e, aos poucos, foi
se firmando. Hoje vive o seu melhor momento na Vila Belmiro?
BR: Creio que o primeiro ano foi um ano de fortalecimento pessoal, de uma
missão que tinha que passar, de amadurecimento e crescimento como atleta
e pessoa. Infelizmente, algumas lesões me atrapalharam, mas graças a
Deus, no segundo ano pude jogar mais, joguei a Libertadores, algumas
partidas do Brasileiro e o Mundial. Pude ficar mais presente e ajudar
mais. Me sinto em casa e muito feliz aqui.
L!NET: Como encara a missão de liderar a zaga? Faz o tipo "xerifão"?
BR: Não sou muito de gritar, mas dentro de campo a comunicação ajuda muito
na hora de acertar o posicionamento da defesa, do meio. Isso ajuda
bastante o time. Não grito, mas falo bastante.
L!NET: Enxerga algum diferencial seu em relação aos outros zagueiros?
BR: Assim como os outros, acho que tenho bom tempo de bola, velocidade e
posicionamento dentro de campo. Isso é importante, mas meus companheiros
também têm.
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