Ronaldo só faz figuração no COL

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Ao ser nomeado para o conselho de administração do Comitê Organizador Local da Copa-2014 (COL), o próprio Ronaldo falou que a desconfiança quanto a sua presença era justificada mas que ele até estudaria para não fazer feio. Nos bastidores, especulou-se que o ex-jogador serviria para preservar a figura do presidente da entidade Ricardo Teixeira e, a julgar pelos procedimentos jurídicos adotados, esta segunda alternativa parece ser, ao menos, verdadeira.
Desde que anunciou o nome de Ronaldo o presidente do COL teve bastante tempo para cumprir o ritual jurídico e informar, em ata, a nomeação do ex-jogador. Mas em pesquisa jurídica feita pelo LANCE!, no início de janeiro, a última movimentação em 2011, ocorreu no dia 25 de outubro.
Em novembro de 2010, quando o L! denunciou a possibilidade de o dirigente amealhar 100% dos lucros do COL, o contrato social da entidade foi alterado em nove dias.
– Causa estranheza legal o fato de o Ronaldo fazer parte do COL e não está eleito e muito menos oficializado. Qual a legitimidade jurídica para ele aparecer e falar em nome da entidade – indagou o mestre em Gestão Empresarial e professor do Ibmec, Leonardo Nunes Ferreira.
Como dirigente do COL, Ronaldo estará hoje reunido no Rio com o secretário geral da Fifa, Jérôme Valcke, e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo. O encontro servirá para que seja feito um balanço do dos preparativos do Brasil para 2014.
Na segunda-feira, Ronaldo, Valcke e Rebelo já se encontraram, em Brasília. Na ocasião, o ex-jogador adotou um discurso que em nada tem a ver com seus supostos compromissos como membro do conselho de administração do COL.
– Meu papel no comitê, apesar de toda a burocracia, é o de fazer com que o brasileiro acredite na Copa e fique orgulhoso de receber todo o investimento que está sendo feito – frisou Ronaldo.
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